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Marina Silva propõe fim da escala 6×1 e cobra investigação no caso Banco Master

Candidata ao Senado por São Paulo defendeu jornada de 40 horas, integração na segurança pública e transparência em apurações envolvendo autoridades.

Marina Silva propõe fim da escala 6×1 e cobra investigação no caso Banco Master

Marina Silva (Rede), candidata ao Senado por São Paulo, defendeu a aprovação do fim da escala 6×1, com redução da jornada semanal para 40 horas sem diminuição salarial. Em entrevista transmitida nesta quinta-feira (17), ela criticou a demora do Congresso Nacional em votar a proposta e afirmou que pretende trabalhar pela medida caso seja eleita.

A candidata relacionou a redução da jornada à necessidade de garantir dois dias de descanso por semana. Na avaliação apresentada por ela, o tempo adicional permitiria aos trabalhadores estudar, conviver com a família e se recuperar física e emocionalmente. Marina Silva também afirmou que empresas que adotaram o fim da escala 6×1 registraram aumento de produtividade, inclusive no varejo.

Segurança pública em São Paulo

Ao tratar da segurança pública paulista, Marina Silva apontou problemas na remuneração das forças policiais e na investigação de crimes. Segundo os dados apresentados por ela, apenas 40% dos crimes são elucidados em São Paulo, enquanto outros estados chegam a cerca de 70%.

A candidata também mencionou o aumento de 94% nos registros de feminicídio entre 2021 e 2025, com 270 casos registrados no ano passado. Ela defendeu políticas voltadas à proteção de mulheres e pessoas vulneráveis, além de ações para melhorar a circulação da população em espaços públicos.

Como estratégia de combate ao crime organizado, propôs um gabinete institucional liderado pelo governador, com participação das polícias Militar, Civil e Federal, do Ministério Público e da Receita Federal. O objetivo seria integrar investigação e inteligência para atingir o financiamento das organizações criminosas. Marina Silva citou como referência o resultado obtido na Operação Carbono Oculto.

Petróleo e transição energética

Sobre a Margem Equatorial, Marina Silva afirmou que a licença concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autoriza apenas a prospecção, destinada a verificar a existência, a quantidade e a qualidade do petróleo. Segundo ela, ainda não há licença para explorar blocos de petróleo na Foz do Amazonas.

A candidata defendeu estudos ambientais para a área sedimentar e ressaltou que uma eventual decisão sobre a exploração cabe ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Também propôs ampliar o uso de biomassa, energia hídrica, eólica, solar e hidrogênio verde. Ela afirmou que o Brasil já tem 45% da matriz energética e 90% da matriz elétrica compostas por fontes limpas.

Crise institucional

Ao comentar as denúncias relacionadas ao Banco Master, ao empresário Daniel Vorcaro e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Marina Silva defendeu a investigação de todos os envolvidos, sem distinção. Ela apoiou a derrubada dos sigilos nos casos que envolvem o senador Flávio Bolsonaro e o ministro Alexandre de Moraes.

A candidata também defendeu que Moraes se afaste voluntariamente do cargo para apresentar sua defesa fora da função. Para ela, o Senado deve conduzir eventual processo sem pré-julgamentos, examinando as provas e aplicando as sanções cabíveis caso sejam comprovados crime de responsabilidade ou quebra de decoro.

Educação e economia

Marina Silva afirmou que São Paulo perdeu posições no indicador nacional de educação, passando do 1º para o 10º lugar desde 2015. Ela também criticou medidas tarifárias articuladas pela oposição, que, segundo sua avaliação, retiram de 3 a 4 bilhões de dólares da economia paulista.

Na lista de setores afetados, citou a indústria de calçados, autopeças, etanol, caldeiras e o agronegócio de café. Como candidata ao Senado, disse que pretende defender um novo ciclo de desenvolvimento econômico, associado ao combate às desigualdades, à sustentabilidade e à ampliação das redes de proteção às mulheres, incluindo delegacias 24 horas estruturadas.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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