A candidata do PSTU ao Senado por São Paulo, a advogada Eliana Ferreira, apresenta como principais bandeiras a defesa das mulheres e da classe trabalhadora. Entre suas propostas está o fim imediato da escala 6×1, que considera necessário para preservar a saúde, a vida e as condições de trabalho, especialmente para as mulheres.
Ferreira também criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pela decisão de deixar para depois das eleições a votação sobre a redução da jornada. Para ela, o adiamento representa novos ataques à classe trabalhadora dentro da Casa.
Na área de segurança pública, a candidata avaliou que o governo de São Paulo, comandado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), atua com truculência contra a classe trabalhadora, sobretudo jovens periféricos e negros. Ela defendeu a substituição da política baseada no encarceramento e na defesa da morte de pessoas que cometem crimes por investimentos em emprego, educação e saúde.
“É preciso inverter a lógica”, afirmou Ferreira. Na avaliação dela, o sistema pune os pobres e isenta os ricos, situação que também estaria relacionada ao caso do Banco Master.
Críticas ao Senado e à agenda climática
Ao comentar o caso, Ferreira disse que o Senado se transformou em um balcão de negócios e deixou de cumprir sua função de representar a população. Ela afirmou que a lei deve ser aplicada e citou uma crise institucional no Legislativo, no Judiciário e no Executivo.
A candidata também questionou o fato de Daniel Vorcaro ter sido preso sem que, segundo ela, todos os aliados e envolvidos nos crimes financeiros tenham sido responsabilizados.
Na área ambiental, Ferreira defendeu uma revisão urgente da agenda climática para recompor a ecologia dos biomas brasileiros e proteger a natureza. Para ela, o país não deve tratar esses temas como mercadoria ou negócio e não pode aceitar o dano causado à Amazônia.


