A Caixa Econômica Federal anunciou neste domingo (13) que retomará as negociações com os sindicatos após a greve iniciada na última semana. Durante as tratativas, o banco suspenderá medidas que previam o bloqueio de reajustes salariais e de benefícios dos empregados.
A suspensão inclui o auxílio-refeição, o auxílio cesta-alimentação, o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e mudanças relacionadas ao Saúde Caixa, plano de saúde da empresa. A Caixa também informou que adotará providências para prorrogar, de forma precária e excepcional, os benefícios oferecidos atualmente, nas mesmas condições praticadas antes de 31 de agosto de 2026, até a conclusão das conversas.
A greve por tempo indeterminado começou na quinta-feira (10), depois que os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pela empresa para o Saúde Caixa. Entre as alterações defendidas pela Caixa está o aumento da contribuição de aposentados e pensionistas, de 3,5% para 4,5% do salário. O limite da renda familiar destinado ao plano passaria de 7% para 9%, enquanto seriam mantidas 13 mensalidades por ano. A cobrança por dependente subiria de R$ 480 para R$ 660.
Para Sergio Takemoto, presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), a retomada representa uma vitória da mobilização. “A empresa, que havia encerrado as tratativas coletivas e anunciado medidas diante do fim das negociações, agora reconhece a importância do diálogo com as entidades representativas e admite a retomada das tratativas”, afirmou.
Ato no DF
Na segunda-feira (14), o Sindicato dos Bancários do DF promoveu um ato chamado “Sepultamento simbólico da gestão de pessoas da Caixa”. A mobilização usou a referência a um sepultamento para criticar a falta de diálogo com os trabalhadores e cobrar maior valorização da categoria.
Durante o ato, Rodrigo Britto disse que a mobilização em Brasília deveria servir de referência para trabalhadores de todo o país e cobrou respeito aos empregados da Caixa.
Em carta aberta publicada no sábado (12) e dirigida ao presidente da Caixa, Carlos Antônio Vieira Fernandes, o sindicato criticou a condução do processo de negociação. A entidade afirmou que a rejeição da proposta pelos trabalhadores faz parte de uma negociação coletiva e defendeu que a direção da empresa volte à mesa para discutir as reivindicações.
O sindicato também acusou a Caixa de anunciar perdas e criar insegurança entre os trabalhadores em vez de apresentar uma nova proposta e buscar uma solução para o impasse.


