SÃO PAULO — A 9ª edição das Mil Guitarras para Victor Jara será realizada no sábado (19), no Espaço Cultural Elza Soares, em São Paulo. A programação começa ao meio-dia e segue até as 20h, com música, dança, poesia, artes visuais, além de feira de livros, artesanato e gastronomia.
O encontro homenageia o artista chileno Victor Jara, que atuou na música, no teatro e na dança. Ele também foi um dos nomes da resistência à ditadura instalada no Chile depois do golpe militar, há 53 anos.
Jara era filiado ao Partido Comunista Chileno e foi assassinado em 16 de setembro, poucos dias depois do golpe de Estado liderado pelo general Augusto Pinochet e apoiado pelos Estados Unidos. Para o sociólogo Francisco Prandi, a perseguição tinha como alvo também a capacidade de organização associada à cultura popular. “A ideia era punir”, afirmou.
Prandi descreveu Jara como um artista de origem camponesa, ligado em suas canções ao campo, ao trabalho e ao cotidiano. O sociólogo também destacou a maneira como o chileno compreendia sua própria produção artística, sem separar o canto da experiência vivida.
Programação e participação
Katia Teixeira, idealizadora e coordenadora do Movimento de Artes e Saberes Dércio Marques, o Dandô, afirmou que o evento brasileiro preserva a memória de Jara e de outros autores que abriram caminhos para novas gerações. A proposta inclui outras áreas, como agroecologia, dança e artes visuais.
Também participam da iniciativa Cecília Concha, cantautora chilena e mobilizadora cultural, e artistas de diferentes linguagens. Para Prandi, manter a lembrança de Jara é uma responsabilidade coletiva, especialmente diante do autoritarismo e do fascismo mencionados por ele.
A atividade será realizada no Espaço Cultural Elza Soares, na Al. Eduardo Prado, 460, em Campos Elísios, São Paulo, no dia 19 de setembro, sábado, das 12h às 20h.


