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Brasil

Cordel do Fogo Encantado retorna aos palcos com debate sobre crise climática

Grupo se apresenta no Festival Baile na Terra, em São Paulo, que relaciona música e poesia aos efeitos das mudanças climáticas.

O Cordel do Fogo Encantado retorna aos palcos neste sábado (5), no Festival Baile na Terra, realizado no Tendal da Lapa, na zona oeste da capital paulista. O evento combina apresentações musicais com discussões sobre os impactos das mudanças climáticas associados à chegada do super El Niño, que deve afetar o clima em diferentes regiões do mundo neste e no próximo semestre.

Para José Paes de Lira, conhecido como Lirinha, vocalista do grupo, São Paulo ocupa um lugar importante na trajetória da banda. O músico também destaca o espaço escolhido para o festival, onde afirma acompanhar manifestações culturais como o samba de côco de Arcoverde.

A programação reúne música, dança e poesia em torno de um tema de interesse público. Lirinha defende que os artistas participem desse tipo de discussão por meio de sua linguagem e atuem como ponto de encontro para desejos, sonhos e dúvidas da sociedade. “A função do artista é ser um lugar de reunião dos desejos, dos sonhos, das dúvidas do nosso povo, da nossa sociedade”, afirma.

Música em processo de amadurecimento

A apresentação também se relaciona ao trabalho que o grupo vem desenvolvendo a partir do single “Palavras para colorir o céu”, lançado em fevereiro deste ano. A música abriu caminho para um novo trabalho do Cordel do Fogo Encantado e serviu de base para a criação de um show de teste ao vivo.

Segundo Lirinha, montar um espetáculo antes do lançamento das músicas é uma prática do grupo. A experiência permite observar como as composições amadurecem no contato com o público e com a cena. Essa forma de trabalho, diz o vocalista, está ligada à origem teatral da banda e à importância do encontro presencial para a construção das canções.

A programação do festival ocorre em meio ao debate sobre as mudanças climáticas e propõe que a expressão artística seja também uma forma de participação nessa conversa. “Estamos nessa mística da música, da dança, da poesia, mas também sobre esse assunto tão importante para a nossa sociedade”, diz Lirinha.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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