CALDAS NOVAS — O Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO) entrou, nesta quinta-feira (17), com uma ação civil pública contra a Havan e seu proprietário, Luciano Hang, por assédio eleitoral. O processo foi motivado por um discurso feito pelo empresário durante a inauguração de uma filial da rede em Caldas Novas, em Goiás, no final de agosto, diante de funcionários recém-contratados.
Hang criticou a proposta de encerramento da escala 6×1 e classificou como “estelionato eleitoral” uma possível aprovação do projeto. Em vídeo que circulou nas redes sociais, afirmou que a liberdade para trabalhar pertenceria aos funcionários, e não ao Congresso Nacional. Também disse que o custo da mão de obra da Havan aumentaria 15%, com repasse aos preços, e que os trabalhadores poderiam precisar procurar outros empregos sem direitos.
Pedidos do Ministério Público
A ação solicita R$ 30 milhões por danos morais coletivos. O MPT-GO também pede indenizações individuais de ao menos 20 vezes o salário de cada funcionário atingido, além da gravação, por Hang, de um vídeo de retratação em até 48 horas.
Entre as outras medidas requeridas estão a garantia de liberação da equipe para votar nos dias de eleição e a criação de normas permanentes de neutralidade política nas lojas da Havan.
Em nota, Hang afirmou que “a Justiça não pode ter lado” e disse ter direito de expressar sua opinião. O empresário declarou que falava sobre a liberdade de trabalhar, a relação entre emprego e felicidade e a importância do trabalho para alcançar objetivos.
Hang também afirmou que não mencionou candidato ou partido, não pediu votos e que é “perseguido” desde 2018. A manifestação foi apresentada como resposta à ação do MPT-GO e às acusações relacionadas ao discurso em Caldas Novas.



