A notícia e o que está por trás
Brasil

Facebook recebe R$ 159,3 milhões de campanhas eleitorais, aponta TSE

Empresa aparece como a maior fornecedora isolada das campanhas, enquanto especialista alerta para a concentração da comunicação política em plataformas estrangeiras.

Facebook recebe R$ 159,3 milhões de campanhas eleitorais, aponta TSE

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que a Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. recebeu R$ 159,3 milhões por impulsionamentos e serviços prestados a candidatos e partidos nas eleições deste ano. A empresa é, isoladamente, a maior fornecedora das campanhas no período.

O volume evidencia o peso das grandes plataformas digitais na estrutura de comunicação eleitoral. Para o professor Avelino, a discussão não se limita ao valor destinado à Meta ou ao Facebook, mas envolve a dependência das campanhas em relação às empresas que controlam a infraestrutura, os mecanismos de segmentação e a circulação dos conteúdos.

“As grandes plataformas digitais se tornaram parte da infraestrutura das campanhas eleitorais”, afirma Avelino. Segundo ele, uma parcela crescente dos recursos públicos usados na comunicação política é direcionada a empresas globalizadas, que concentram essa estrutura em outros países. No caso da Meta, o professor destaca que os recursos acabam fortalecendo uma estrutura digital concentrada nos Estados Unidos.

Dependência das plataformas

A Meta controla o Facebook e o Instagram e é comandada pelo bilionário Mark Zuckerberg. O texto associa a condução da empresa a um alinhamento com a extrema-direita internacional e com figuras como Donald Trump, além de mencionar acenos regulatórios e tolerância com discurso de ódio dentro da plataforma.

Para Avelino, o controle da infraestrutura por uma corporação com agenda política própria pode influenciar o movimento, o engajamento e o funcionamento das redes, favorecendo um lado ou outro. Ele diferencia a capacidade de produzir conteúdo para uma rede da compreensão sobre a tecnologia que determina como esse material é distribuído.

A concentração também cria uma vulnerabilidade operacional para as candidaturas, especialmente as progressistas. Mudanças decididas unilateralmente pela empresa podem alterar a forma de funcionamento da plataforma e afetar quem baseia nela toda a estratégia digital. “O candidato que concentra a comunicação numa plataforma se vê refém das alterações dessa empresa”, diz Avelino.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.