PARANÁ — O futuro eleitoral de Deltan Dallagnol (Novo) ainda depende de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), embora o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) tenha mantido, nessa quarta-feira (23), o registro de sua candidatura ao Senado. O plenário do TSE ainda deverá avaliar se o ex-procurador da Lava Jato pode disputar a eleição.
Enquanto isso, o TRE-PR determinou que Dallagnol, em 24 horas, desative seu perfil oficial no Instagram ou elimine da conta todo o material de propaganda eleitoral. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (24) pela desembargadora federal Cláudia Cristina Cristofani.
A magistrada considerou que a permanência da página com publicidade eleitoral contraria uma ordem do TSE emitida no sábado (19). A determinação suspendeu a campanha do candidato e o proibiu de pedir votos ou realizar atos de campanha por qualquer meio.
A campanha de Dallagnol havia sido comunicada sobre a suspensão. A liminar foi acompanhada pelo plenário do TSE na segunda-feira (21), mas o perfil continuou sendo usado para divulgar propaganda, conforme a decisão do tribunal paranaense.
O candidato também pode ter o registro considerado inelegível pelo TSE. A candidatura havia sido cassada pela corte em 2023, por unanimidade, com base na Lei da Ficha Limpa (Lei 134/2010). Dallagnol, então integrante do Ministério Público Federal (MPF), pediu exoneração para concorrer a deputado federal e evitar processos disciplinares que poderiam torná-lo inelegível. Um especialista em direito eleitoral avaliou que a inelegibilidade é uma questão de tempo.


