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Interrogatório de tenente-coronel acusado pela morte de Gisele é remarcado

Defesa alegou que vídeos e gravações de laudo pericial não foram anexados ao processo; nova data é 5 de outubro.

Interrogatório de tenente-coronel acusado pela morte de Gisele é remarcado
Foto: Reprodução

O interrogatório do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa, acusado de matar a policial militar Gisele Alves Santana, foi remarcado de 8 de setembro para 5 de outubro. A mudança ocorreu a pedido da defesa e foi confirmada pelos advogados do oficial.

O pedido apresentado à Justiça teve como argumento a ausência, nos autos, de gravações e vídeos que fazem parte do laudo pericial elaborado pelo Instituto de Criminalística. O documento aponta que Gisele não cometeu suicídio. A Justiça aceitou a solicitação para assegurar o direito de defesa do réu e evitar uma futura alegação de cerceamento.

A nova data ficou marcada para um dia depois do primeiro turno das eleições. José Miguel da Silva Júnior, advogado que representa a família de Gisele, afirmou que a defesa de Geraldo estaria recorrendo ao contraditório para postergar o depoimento. Para ele, a estratégia poderia levar o caso ao esquecimento e, em tese, beneficiar o acusado.

Elementos da investigação

Gisele Santana foi encontrada morta com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro de 2026, no apartamento onde morava, no bairro do Brás, na região central de São Paulo. O principal suspeito é Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos.

A análise dos padrões de manchas de sangue e de outros elementos encontrados no imóvel contradiz a hipótese de suicídio. Os investigadores também identificaram indícios de manipulação da cena do crime, incluindo vestígios de sangue considerados incompatíveis com essa versão e sinais de tentativa de ocultação de provas.

Geraldo Leite Rosa está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes desde março. Na ação penal, ele responde por feminicídio qualificado, atribuído a um contexto de violência doméstica, com agravantes de motivo torpe e uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima.

O tenente-coronel também é acusado de fraude processual, por supostamente tentar alterar a cena do crime. A defesa sustenta que precisa ter acesso integral aos materiais periciais antes do interrogatório.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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