O governo do Irã apresentou aos Estados Unidos uma nova proposta para encerrar a guerra entre os dois países. Os termos foram transmitidos por meio de mediadores do Catar e, segundo o chefe de segurança iraniano, Mohsen Rezaei, já estão sendo avaliados por Washington.
Entre as exigências estão o fim dos combates em todas as frentes, incluindo o Líbano, e a liberação de fundos iranianos congelados. Teerã também pede o encerramento dos ataques dos Estados Unidos em seu território, do bloqueio naval aos portos iranianos e da interferência norte-americana nos assuntos internos do país.
A proposta inclui ainda o fim da cooperação dos Estados Unidos com grupos classificados pelo Irã como “os oponentes da nossa revolução”. O governo iraniano não detalhou o valor dos recursos que deseja desbloquear.
Estreito de Ormuz permanece bloqueado
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou na manhã deste domingo (20) que o Estreito de Ormuz continuará bloqueado. A passagem, segundo ele, não será reaberta até que os compromissos dos Estados Unidos sejam cumpridos. Qalibaf declarou que as condições apresentadas são “completamente claras, racionais e inegociáveis”.
Enquanto isso, os Estados Unidos mantêm um bloqueio aos portos do sul do Irã. A tentativa de negociação ocorre depois do aumento dos conflitos na região, após o fim do último acordo de cessar-fogo, assinado em 17 de junho e com duração prevista de 60 dias.
Desde então, a escalada dos ataques levou o preço do petróleo a superar US$ 100 nas últimas semanas. Os Estados Unidos ainda não responderam à proposta iraniana.
No sábado (19), o governo norte-americano alertou cidadãos em Iraque, Bahrein, Omã, Arábia Saudita, Irã, Catar, Líbano, Kuwait e Jordânia para que adotassem “maior vigilância”. Donald Trump, que estava em Camp David, retornou antes do previsto a Washington. A Casa Branca não informou o motivo da volta.



