O governo do Iraque declarou, a partir desta quarta-feira (30), o encerramento oficial da missão militar liderada pelos Estados Unidos e a retirada completa das tropas estrangeiras do país. A operação Inherent Resolve mantinha uma presença militar de 12 anos associada ao combate ao Estado Islâmico.
A saída marca o início de um feriado nacional de quatro dias, chamado Dias da Soberania. Durante uma solenidade, o primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi, afirmou que o país entrou em uma nova fase política e institucional. “Começou uma nova etapa, definida pela soberania do Iraque, pela força de suas instituições”, disse.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos confirmou que os últimos contingentes deixaram a base aérea de Erbil, no norte do Iraque. A conclusão também envolve a transferência definitiva das instalações militares para as forças de segurança iraquianas.
Origem e encerramento da missão
A intervenção internacional começou após um pedido do governo iraquiano, em 2014. Naquele período, o Estado Islâmico havia controlado extensas áreas do Iraque e da Síria. O grupo perdeu o domínio territorial no Iraque em 2017 e na Síria em 2019, com apoio de combatentes curdos e milícias locais.
Em 2024, Washington e Bagdá definiram um plano para encerrar gradualmente as operações de combate. Com a retirada, o comando da Aeronáutica iraquiana informou que a fiscalização e a patrulha do espaço aéreo nacional já são realizadas de forma autônoma por aeronaves e drones do próprio país.
A mudança também reabriu o debate sobre o desarmamento de grupos armados e milícias que atuam no Iraque. O governo prorrogou para junho de 2027 o prazo para regulamentar essas forças e receber os arsenais entregues por facções locais.
Iraque e Estados Unidos afirmaram que a cooperação entre os dois países continuará em formato civil e com suporte de treinamento.


