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Política

Lula critica influência dos EUA e defende soberania brasileira na ONU

Em discurso na Assembleia Geral, presidente condenou interferências externas, guerras e o poder de veto no Conselho de Segurança.

Lula critica influência dos EUA e defende soberania brasileira na ONU
Foto: Reprodução/YouTube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta terça-feira (22), na Assembleia Geral da ONU, interferências externas na América Latina e defendeu a soberania brasileira. O discurso ocorreu antes da fala de Donald Trump e foi apresentado como um contraponto às posições do presidente dos Estados Unidos.

Lula afirmou que o Brasil acompanha o recrudescimento de tendências hegemônicas no continente americano. Ao abordar a disputa por recursos estratégicos, mencionou minerais críticos e terras raras, além de interferências de outros países em processos eleitorais. Também condenou iniciativas neocoloniais relacionadas à busca por esses recursos.

“A proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inescapável”, declarou o presidente. Na sequência, afirmou que o Brasil não se submete à lógica de áreas de influência e criticou a interferência externa em eleições.

Críticas à ONU e ao Conselho de Segurança

O presidente disse que este foi seu décimo discurso à frente da Assembleia Geral e avaliou que os impasses diplomáticos e as guerras tornaram a conjuntura atual a mais desafiadora para a organização desde que assumiu a Presidência pela primeira vez, em 2003.

Lula também criticou o que chamou de imobilismo do Conselho de Segurança e os desmandos das superpotências. Para ele, a previsão de direito de veto para os cinco membros permanentes — Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia — criou um vício de origem na Carta da ONU e permitiu o privilégio da insensatez.

“O sentimento que me move hoje é o da indignação. A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas: a de livrar a humanidade do flagelo da guerra”, afirmou. Segundo Lula, a escolha colocada no cenário internacional é entre multilateralismo e unilateralismo, democracia e extremismo, soberania e subordinação.

Cooperação contra o crime organizado

Lula voltou a mencionar um plano de atuação conjunta contra o crime organizado que, segundo ele, foi entregue pessoalmente a Trump. A proposta prevê o controle do fluxo de armamentos e dinheiro entre os países.

A relação entre o governo brasileiro e a Casa Branca foi afetada pela classificação do Comando Vermelho e do PCC como organizações terroristas pelo governo americano. A medida abriu margem para uma ação militar mais incisiva no país.

O Brasil também passou a monitorar a chegada de aeronaves americanas destinadas ao combate a organizações criminosas em países como Equador e Colômbia, integrantes da iniciativa “Escudo das Américas”, liderada pelos Estados Unidos. Lula disse que o país precisa de cooperação para interromper o fluxo que abastece o crime organizado, e não de porta-aviões vigiando suas águas.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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