NOVA YORK — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (22), durante a abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que o Brasil não aceitará ataques à legitimidade das eleições de outubro.
Sem mencionar Donald Trump ou Flávio Bolsonaro, Lula disse que a vontade popular será protegida com o acompanhamento da cidadania e da imprensa. O presidente declarou que o país não permitirá ações de inimigos da democracia, sejam internos ou externos, contra o processo eleitoral.
Lula afirmou que, no dia 4 de outubro, milhões de brasileiros irão às urnas para escolher presidente, governadores estaduais e representantes do Legislativo. Na avaliação apresentada no discurso, a eleição também definirá se o país seguirá em direção a um futuro de mais prosperidade ou retornará a um passado de exclusão.
O presidente descreveu o pleito como transparente e competitivo, com ampla liberdade de expressão para todos os candidatos. Também criticou a busca de apoio estrangeiro para desestabilizar a disputa e citou o risco de redes de desinformação alterarem o debate público durante a campanha.
Defesa das urnas
Lula classificou o sistema de urnas eletrônicas como moderno e robusto e afirmou que a democracia brasileira pertence aos brasileiros. Ao tratar da soberania nacional, disse que o país continuará nesse caminho e que nenhuma ação o afastará dele.
A eleição foi apresentada pelo presidente como uma escolha entre democracia e negacionismo. A declaração ocorreu no mesmo discurso em que Lula defendeu a liberdade de expressão dos candidatos e alertou para a atuação de interesses estrangeiros contrários ao país.


