EMBU DAS ARTES — Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, foi encontrada morta com um disparo na cabeça e tinha 14 hematomas pelo corpo, conforme o laudo necroscópico. As lesões estavam nas mãos, nos pés, nos joelhos e na perna esquerda. Os peritos não conseguiram estabelecer quando nem como os ferimentos foram causados.
A perícia indicou traumatismo craniano provocado por arma de fogo como causa da morte. O caso é tratado como morte suspeita e está sob investigação da delegacia de Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo.
O marido de Larissa, o policial militar Vinícius Costa Silva, está preso preventivamente no Presídio Romão Gomes. Ele nega ter cometido o crime e afirma que a esposa enfrentava sofrimento emocional e poderia ter tirado a própria vida.
Hipótese de suicídio
A defesa de Vinícius apresentou à polícia transcrições de áudios e mensagens de WhatsApp atribuídos a Larissa. As conversas teriam sido mantidas entre ela e Thamires, irmã do policial, e são usadas para sustentar a versão de suicídio.
O advogado Roberto Montanari Custódio afirmou que o conteúdo registra relatos de cansaço, sofrimento emocional e dificuldades no relacionamento. As mensagens também fazem referência ao uso de sertralina, medicamento antidepressivo.
Em parte das conversas, Larissa diz que não queria encerrar o relacionamento, mas esperava mudanças na conduta do companheiro. Ela também pede que a cunhada converse com Vinícius sobre a crise enfrentada pelo casal.
A trajetória do projétil é outro ponto examinado pelos investigadores. De acordo com a polícia, a bala atravessou a cabeça de Larissa da esquerda para a direita. Como ela era destra, a perícia avalia se esse percurso é compatível com a possibilidade de que a própria mulher tenha feito o disparo.


