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Justiça

Crise no STF desloca foco da eleição, avalia cientista política

Priscila Lapa afirma que a disputa eleitoral deveria priorizar propostas, economia e plataformas de governo, não o funcionamento do Supremo.

A crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) pode desviar a atenção dos eleitores das propostas dos candidatos e de temas como a economia, avalia a cientista política Priscila Lapa. Para ela, a instabilidade às vésperas das eleições afeta a confiança nas instituições, nas lideranças e nos próprios critérios usados para escolher os próximos governantes.

Na tarde desta quarta-feira (9), o presidente do STF, ministro Edson Fachin, anulou duas decisões anteriores, de André Mendonça e Alexandre de Moraes, relacionadas ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Fachin também marcou uma sessão do plenário para discutir o caso e afastou Moraes do inquérito das fake news.

Para Lapa, uma eleição realizada em ambiente de maior segurança institucional permitiria que o eleitor se concentrasse nas plataformas de governo e nas questões econômicas. A cientista política afirma que a disputa não deveria ser definida pelo grau de influência de cada grupo sobre o Supremo. “A eleição não é para quem vai ter mais ou menos poder sobre o STF”, disse.

Disputa de narrativas

Segundo Lapa, o eleitor acaba envolvido por uma disputa de narrativas centrada na identificação de quem estaria mais errado ou seria mais culpado pela crise. Ela descreve críticas de setores da esquerda às decisões do Supremo, interpretadas como resultado de viés, e a visão de grupos da direita que tratam Alexandre de Moraes como responsável central pela instabilidade.

A cientista política também relaciona esse debate à crise que atingiu Flávio Bolsonaro (PL) após revelações sobre seu suposto envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro. O episódio passou a ser comparado às relações do dono do Banco Master com ministros do STF, em uma discussão sobre diferentes graus de gravidade.

Lapa ainda aborda a definição do Supremo como um tribunal político, associada ao fato de seus ministros serem indicados pelo presidente da República. Para ela, a polarização ampliou o debate sobre a origem de cada ministro e sobre quem o indicou. As decisões da Corte, afirmou, são baseadas em normas e regras cuja interpretação não é simples.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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