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Liga BRUTA-BH declara apoio a Lula, Patrus, Áurea Carolina e Marília Campos

Manifesto da articulação reúne mais de 70 blocos de Belo Horizonte e apresenta propostas para cultura, mineração, direitos e mobilidade.

Liga BRUTA-BH declara apoio a Lula, Patrus, Áurea Carolina e Marília Campos

A Liga dos Blocos de Rua e de Lutas de Belo Horizonte (Liga BRUTA-BH) divulgou um manifesto para as eleições de 2026 com apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República, Patrus Ananias (PT) para o governo de Minas Gerais, Áurea Carolina (Psol) e Marília Campos (PT) para o Senado.

A articulação reúne mais de 70 blocos de rua e de lutas da capital mineira. No documento, o grupo afirma que sua posição foi construída coletivamente, mas preserva a autonomia política dos blocos e coletivos que participam da liga. O manifesto também reconhece a existência de diferentes organizações, partidos, movimentos e candidaturas do campo popular e progressista.

Mineração, direitos e participação popular

Entre as prioridades apresentadas estão o fortalecimento da democracia, a participação da sociedade civil na formulação e fiscalização de políticas públicas e a soberania nacional e popular sobre a extração, a transformação e o uso de minerais críticos, terras raras e outros elementos considerados estratégicos.

A liga relaciona a discussão mineral à proteção de territórios, águas, comunidades e demais formas de vida. O texto menciona os rompimentos de barragens em Mariana e Brumadinho e defende que as decisões sobre os recursos sejam associadas à justiça socioambiental, à produção de conhecimento e tecnologia e à distribuição social da riqueza gerada.

O manifesto inclui ainda o combate ao racismo, ao machismo, à LGBTfobia, ao capacitismo e a outras formas de discriminação. Também reivindica o reconhecimento dos direitos originários dos povos indígenas, a proteção de seus territórios e o respeito às suas culturas, línguas, saberes e modos de vida.

Cultura como política permanente

Para a Liga BRUTA-BH, a cultura deve ser tratada como política de Estado, com recursos públicos permanentes, participação social e distribuição mais democrática. O documento defende o fortalecimento dos sistemas Nacional e Estadual de Cultura, do Fundo Nacional de Cultura e do Fundo Estadual de Cultura de Minas Gerais.

A entidade também pede mecanismos de fomento direto e de incentivo mais simples, acessíveis, transparentes e descentralizados, além da valorização de trabalhadores, mestres, mestras, comunidades e coletivos responsáveis pela preservação e reinvenção de práticas culturais de matrizes africanas e afro-brasileiras.

O manifesto relembra mudanças institucionais na área. A partir de 2003, o país teria ampliado a institucionalização das políticas públicas de cultura. Em 2016, o governo Temer anunciou a extinção do Ministério da Cultura, decisão revertida depois de mobilização social. Em 2019, o governo Bolsonaro extinguiu novamente a pasta, cujas atribuições foram transferidas para estruturas subordinadas a outros ministérios. O Ministério da Cultura foi recriado em 2023.

Carnaval e direito à cidade

A liga sustenta que os blocos de rua exercem funções culturais, comunitárias e políticas durante todo o ano. O manifesto afirma: “O Carnaval é trabalho, cultura e participação popular”. Por isso, defende políticas contínuas de fomento e infraestrutura para os blocos, o Carnaval e as culturas populares.

Entre as reivindicações estão o reconhecimento dos blocos como agentes permanentes da cultura e da vida comunitária, a proteção das manifestações populares e o uso democrático do espaço público. Na área de mobilidade, o documento propõe Tarifa Zero e políticas que ampliem a circulação e o acesso à cultura.

A Liga BRUTA-BH apresenta suas propostas como compromissos dirigidos às candidaturas apoiadas e também a outras candidaturas que queiram aderir publicamente à agenda. Na parte eleitoral, registra os apoios com os números Lula – Presidente 13, Patrus – Governador 13, Áurea Carolina – Senadora 500 e Marília Campos – Senadora 131.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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