O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou ter omitido documentos relacionados ao caso Banco Master. A declaração foi feita nesta sexta-feira (11), depois de o presidente da Corte, Edson Fachin, determinar que fossem retirados, em 24 horas, os sigilos dos procedimentos ligados à petição 15.556 e à Operação Compliance Zero.
A decisão de Fachin ocorreu após manifestação do ministro Alexandre de Moraes. Ele afirmou que a liberação do sigilo de 15 procedimentos, realizada na noite de quinta-feira (10), não havia alcançado todos os documentos associados ao caso. Moraes também apontou que 180 documentos não estariam disponíveis.
Mendonça contestou essa interpretação e disse que a diferença entre os números exibidos no sistema do STF não comprova a omissão de peças. “todas as peças efetivamente disponíveis foram devidamente publicizadas”, afirmou o ministro.
Razões para a manutenção de sigilos
O ministro explicou que parte dos procedimentos não poderia ser tornada pública porque envolve investigações em andamento e informações pessoais de pessoas investigadas. Entre os dados protegidos, mencionou informações bancárias e fiscais.
Mendonça acrescentou que os procedimentos relacionados ao julgamento de terça-feira (15) já tiveram o sigilo levantado e estão acessíveis aos ministros do STF. A sessão analisará as conversas entre Vorcaro e Moraes.


