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Nonino leva grappa italiana ao Brasil após laço criado com Jorge Amado

Destilaria fundada em 1897 chega ao país com uma história de inovação, prestígio cultural e aproximação com o escritor baiano.

Nonino leva grappa italiana ao Brasil após laço criado com Jorge Amado

A destilaria italiana Nonino prepara a chegada de suas grappas ao Brasil, país com o qual mantém uma relação construída desde a criação do Prêmio Nonino, em 1984. A operação será conduzida pela Aurora Fine Brands, responsável pelos trâmites burocráticos da entrada dos produtos no mercado brasileiro, conforme informou Antonella Nonino.

A ligação com o Brasil passa por Jorge Amado, primeiro vencedor da Seção Internacional do Prêmio Nonino. O escritor não gostava de viajar de avião, mas foi convencido pela mulher, Zélia Gattai, a ir à Itália para receber a distinção. O casal levou os filhos Paloma e João.

Giannola Nonino, matriarca da família, recorda o escritor como um amigo próximo da casa em Percoto. “Nosso grande amigo, ele sentou aqui nessa mesa muitas vezes. Venha ver as fotos. Adoramos o Brasil!”, disse Giannola.

Da bebida rural ao mercado internacional

A grappa é tradicionalmente produzida com resíduos da fabricação do vinho, principalmente cascas e sementes de uva. A família Nonino reposicionou a bebida ao investir em novas técnicas, apresentações sofisticadas e uma associação com artistas e intelectuais.

A empresa começou em 1897, quando Orazio Nonino vendia grappa em um alambique itinerante instalado sobre rodas. Em 1928, Antonio, neto do fundador, transferiu a operação para Percoto. Depois da morte dele, em 1940, sua mulher, Silvia Milocco, assumiu o negócio e se tornou a primeira mulher a produzir grappa na Itália.

Em 1973, Benito Nonino e Giannola criaram a Monovitigno Picolit, produzida a partir das borras de uma única variedade de uva. A estratégia incluiu o envio de garrafas a empresários e personalidades, muitas vezes com etiquetas manuscritas, além do uso de peças de cristal para apresentar a bebida.

Em 1984, o casal lançou a ÙE, l’Acquavite d’Uva, feita com a uva inteira, incluindo casca, polpa e suco. A novidade exigiu uma regulamentação específica e criou uma nova categoria de aguardentes na Itália. As garrafas da coleção Nonino ÙE Cru Monovitigno Picolit foram produzidas por empresas como Venini, Baccarat e Riedel.

Uma empresa familiar

Seis vencedores do Prêmio Nonino receberam posteriormente o Nobel: Rigoberta Menchú, em 1992; V. S. Naipaul, em 2001; Tomas Tranströmer, em 2011; Mo Yan, em 2012; Peter Higgs, em 2013; e Giorgio Parisi, em 2021. Jorge Amado foi indicado, mas não recebeu o prêmio.

A Nonino exporta para 86 países. A companhia fatura cerca de € 17,5 milhões, e as exportações representam 59% das vendas. Alemanha, Áustria, Suíça e América do Norte estão entre os principais mercados.

Cristina, Antonella e Elisabetta, filhas de Benito e Giannola, dividem a gestão da empresa. Cristina responde pela produção e pelo mercado italiano; Antonella, pela comunicação institucional, pelo marketing e pelos prêmios; e Elisabetta, pela direção dos mercados internacionais. A sexta geração já começou a participar da operação, com destaque para Francesca Bardelli Nonino, diretora de Comunicação Digital e embaixadora global da marca.

Na Itália, uma garrafa custa em média € 35 a € 40, embora alguns produtos cheguem a € 503. No Borgo Nonino, os visitantes podem conhecer a destilaria, os armazéns de envelhecimento e participar de degustações por € 30. A propriedade também abriga um hotel-boutique em uma área de dez hectares.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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