A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza a Operação Espelho contra um esquema que usava sites falsos de universidades para enganar estudantes, obter informações cadastrais e cobrar valores indevidos. A Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado em São Paulo e no Espírito Santo.
A investigação aponta que, entre junho e julho de 2025, foram registrados seis domínios com a identidade visual de instituições de ensino vinculadas a uma empresa de educação superior. As páginas reproduziam elementos dos sites oficiais para transmitir aparência de legitimidade.
Falsas ofertas e cobranças
Os estudantes eram atraídos por promessas de notebooks, viagens de formatura e descontos em mensalidades. Para ter acesso aos benefícios, eram orientados a pagar uma taxa de administração inexistente. Os sites também solicitavam dados cadastrais, enquanto os pagamentos eram realizados por meio de PIX.
A apuração começou depois que a empresa de educação superior informou à polícia que sua marca estava sendo usada indevidamente. O nome da universidade não foi divulgado. A prática é classificada como phishing, modalidade que emprega páginas ou mensagens falsas para induzir vítimas a fornecer informações ou fazer pagamentos.
Os policiais identificaram duas empresas que receberam os valores. A análise financeira registrou grande volume de transações consideradas atípicas, com descrições genéricas como rematrícula e recarga. Também foram observadas operações não concluídas e pedidos de devolução.
O cruzamento entre dados financeiros e informações digitais levou os investigadores a um homem apontado como possível beneficiário direto do dinheiro. Conforme a polícia, ele tentou sacar valores usando uma chave PIX associada ao próprio CPF. A ação desta quarta-feira (23) busca reunir elementos sobre o funcionamento do esquema e a movimentação dos recursos.


