O procurador-geral da República, Paulo Gonet, deu parecer favorável à saída temporária de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, para a realização de exames médicos. A manifestação foi encaminhada ao ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal (STF) do caso envolvendo o Banco Master.
Henrique Vorcaro está preso desde maio, em Minas Gerais. Em agosto, apresentou "sintomas de possível crise de diverticulite" e foi levado a uma UPA próxima ao estabelecimento prisional. A diverticulite consiste na inflamação ou infecção de divertículos, pequenas bolsas que podem se formar nas paredes do cólon, no intestino grosso.
A defesa afirma que a direção da penitenciária ainda não analisou o pedido de consulta com um coloproctologista particular. Em 21/8, um médico solicitou exames complementares, documento usado para fundamentar o pedido de autorização para que Vorcaro deixasse temporariamente a prisão.
No parecer, Gonet disse não identificar impedimento à realização dos exames, mesmo diante de uma avaliação médica que apontou ausência de urgência e registrou a prescrição de antibióticos "por obstinação do paciente". O procurador-geral ressaltou, porém, que a saída deve seguir as regras do estabelecimento prisional, responsável por definir como o deslocamento será realizado.
Prisão preventiva de integrante de “Os Meninos”
No mesmo documento, Gonet recomendou a manutenção da prisão preventiva de Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos. Ele e Henrique Vorcaro foram presos em maio, em uma investigação da Polícia Federal sobre os grupos “A Turma” e “Os Meninos”.
As apurações tratam de núcleos suspeitos de intimidar pessoas e obter informações sigilosas de maneira clandestina em benefício de Daniel Vorcaro. Campos é apontado como colaborador técnico e logístico de “Os Meninos”, descrito como o braço operacional tecnológico do grupo. Entre as ações atribuídas a esse núcleo estão ataques hackers, monitoramentos ilegais e derrubada de perfis em redes sociais contra desafetos do ex-dono do Master.


