A notícia e o que está por trás
Brasil

Projeção de bilheteria de Dark Horse leva PF a questionar financiamento

Documento da Polícia Federal aponta que a estimativa de arrecadação do filme sobre Jair Bolsonaro destoava dos parâmetros do cinema nacional.

Projeção de bilheteria de Dark Horse leva PF a questionar financiamento

A Polícia Federal questionou a viabilidade econômica e a finalidade do financiamento do filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O alerta surgiu após investigadores identificarem uma previsão de arrecadação de US$ 100 milhões, equivalente a R$ 512,45 milhões na conversão atual, para o longa-metragem.

A projeção foi considerada discrepante em documento elaborado pela PF e divulgado nessa sexta-feira (11), depois da quebra de sigilo das apurações sobre o investimento do Banco Master na produção. Para os investigadores, o valor destoava dos padrões do mercado brasileiro e justificava aprofundar a análise sobre a operação financeira.

Como parâmetro, a PF comparou a estimativa do plano de negócios de Dark Horse com “Minha Mãe É uma Peça 3”, apontado no documento como o maior sucesso de arrecadação da história do cinema nacional. O filme obteve R$ 120 milhões, valor que correspondia, à época, a cerca de US$ 30 milhões.

A decisão registra que “a discrepância entre as projeções do plano de negócios e qualquer parâmetro realista do mercado cinematográfico nacional” reforça a necessidade de investigar a viabilidade econômica e a finalidade da operação.

Duas frentes de investigação

A investigação foi autorizada em julho pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A PF pediu a abertura do procedimento para apurar suspeitas que, em tese, podem envolver lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos relacionados ao financiamento.

Um dos inquéritos, sob relatoria de Mendonça, examina os repasses feitos pelo empresário Daniel Vorcaro. Os investigadores buscam esclarecer as circunstâncias dos pagamentos, a origem dos recursos, o montante exato e o destino final do dinheiro. Também há suspeita de que parte dos valores não tenha sido usada no filme. O senador Flávio Bolsonaro está entre os investigados nessa apuração.

O outro inquérito, relatado pelo ministro Flávio Dino, verifica se a produtora Go Up Entertainment utilizou emendas parlamentares para financiar a produção. Na quinta-feira (10), a PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra suspeitos de participação em um esquema de desvio desses recursos. Até o momento, Flávio Bolsonaro não consta como investigado nesse procedimento. A retirada do sigilo ocorreu a pedido de Edson Fachin, presidente do STF.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.