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Política

Aportes no filme de Bolsonaro entraram na mira de inquérito no STF

Registros da Polícia Federal associam o financiamento de Dark Horse a empresas de Daniel Vorcaro e a pessoas ligadas aos filhos do ex-presidente.

Aportes no filme de Bolsonaro entraram na mira de inquérito no STF

O financiamento de Dark Horse, filme biográfico sobre Jair Bolsonaro, é investigado em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que também envolve os filhos do ex-presidente, Eduardo e Flávio Bolsonaro. Registros analisados pela Polícia Federal indicam que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, destinou cerca de R$ 64 milhões à produção.

Os repasses foram feitos pela Entre Investimentos, uma das empresas de Vorcaro, para o Havengate Development Fund LP, fundo sediado nos Estados Unidos e controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro. Os documentos apontam que o acordo previa uma aplicação total de US$ 24 milhões, mas os aportes identificados somaram US$ 12,3 milhões, equivalentes a cerca de R$ 64 milhões.

Projeções de arrecadação

Os produtores estimaram que o filme poderia gerar uma receita de R$ 230 milhões no cenário mais pessimista. O valor correspondia a US$ 45 milhões e representava 91% a mais que a bilheteria de Minha Mãe é Uma Peça 3, lançado em 2019 e estrelado por Paulo Gustavo. A comédia arrecadou aproximadamente R$ 120 milhões e é apresentada como o maior sucesso de público do cinema brasileiro.

Na hipótese mais otimista, Dark Horse alcançaria R$ 358 milhões. Os registros também indicam uma previsão de retorno de 20% sobre o capital investido, taxa que seria usada para remunerar Vorcaro.

Mensagens e investigação

Um relatório policial afirma que mensagens trocadas entre o publicitário Thiago Miranda e Vorcaro mostram a participação de Eduardo Bolsonaro na orientação sobre o uso dos recursos enviados pelo ex-banqueiro. Em uma mensagem datada de 21/03/2025, Miranda encaminhou a Vorcaro uma captura de tela atribuída a Eduardo, com instruções sobre como administrar o dinheiro nos Estados Unidos.

A PF registrou que a conversa mencionava a possibilidade de enviar a maior quantidade possível de valores pelo modelo usado naquele momento e citava a disponibilidade de Altieres Santana, gestor do Havengate, sediado no Texas, nos Estados Unidos.

Eduardo Bolsonaro vive na Flórida desde fevereiro de 2025 e teve o mandato de deputado federal cassado. O inquérito, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, investiga se a atuação dele nos Estados Unidos buscava promover sanções contra o Brasil. Informações extraídas do celular de Vorcaro também registraram tratativas diretas de Flávio Bolsonaro sobre os aportes no filme. Flávio é senador e candidato à Presidência.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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