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Planos de candidatos expõem disputa entre segurança, tecnologia e políticas públicas

Propostas para a eleição presidencial de 2026 incluem presídios, drones, inteligência artificial, privatizações e mudanças na legislação penal.

Planos de candidatos expõem disputa entre segurança, tecnologia e políticas públicas

A eleição presidencial de 2026 é apresentada no texto como um momento de esvaziamento do debate sobre políticas públicas. A crítica central é que a expressão passou a ser usada como um jargão eleitoral, sem correspondência com diagnósticos, leis, orçamentos e instituições capazes de transformar direitos em ações do Estado.

No debate inaugural dos presidenciáveis na TV Band e na sabatina do Jornal Nacional, o texto identifica escassez de propostas e concentração em conflitos. A avaliação é de que Lula foi questionado sobre o filho, enquanto Flávio Bolsonaro teria recebido tratamento menos rigoroso ao ser perguntado sobre sua relação com Daniel Vorcaro. O texto também menciona investigações e suspeitas envolvendo Flávio, entre elas as rachadinhas, lavagem de dinheiro e relações com milícias.

Segurança pública e sistema prisional

O plano de Flávio Bolsonaro, chamado “Brasil sem Medo”, prevê um complexo carcerário de segurança máxima denominado “Treva” e afirma que “bandido armado com fuzil na mão vai ser abatido pelas forças de segurança”. O documento também defende a redução da maioridade penal para 16 anos e a ampliação das Escolas Cívico-Militares.

Ronaldo Caiado e Flávio propõem classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Caiado inclui uma “Lei de Terrorismo Doméstico” e a construção de 40 presídios de segurança máxima. O texto relaciona essas propostas à decisão dos Estados Unidos, em maio deste ano, de declarar as duas facções organizações terroristas, depois de uma atuação de Flávio junto ao governo Trump. Também menciona tensões diplomáticas e ameaças de tarifas contra o Brasil ocorridas em 2025.

O caso de Mário Frias é usado como contraste no argumento. Durante uma busca e apreensão da Polícia Federal na casa do ator, foram encontradas sete armas, incluindo um fuzil. A operação estaria relacionada a investigações sobre o filme “Dark Horse”, cujos fundos eram operados pelo advogado de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Tecnologia, economia e espetáculo

Augusto Cury propôs, em sabatina da Globo, a criação de um Ministério da Inteligência Artificial e o uso de “drones com sirenes” no combate ao feminicídio. Renan Santos defende o fim das cotas, um marco de “desfavelização”, a fabricação de uma bomba atômica e um megapresídio com 500 mil vagas.

Romeu Zema, por sua vez, apresenta o “Plano Implacável”, que prevê a privatização de todas as estatais, incluindo Petrobras e Banco do Brasil, a saída do país dos Brics e uma “alternativa à CLT”.

O texto interpreta esse conjunto de propostas como parte de uma política baseada na imagem e no espetáculo, citando Jean Baudrillard, Mario Vargas Llosa, Guy Debord e Douglas Kellner. Ao final, defende que políticas públicas sejam tratadas como direitos conquistados pela população e estruturadas em programas de governo, em vez de apresentadas como slogans eleitorais.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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