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Justiça torna réus dois PMs pela morte da médica Andréa Marins Dias

Subtenente e segundo-sargento foram afastados das ruas e tiveram o porte de arma suspenso durante o processo.

Justiça torna réus dois PMs pela morte da médica Andréa Marins Dias

A Justiça tornou réus dois policiais militares denunciados pela morte da médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, baleada durante uma perseguição em Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A decisão é da 2ª Vara Criminal da Capital, que recebeu a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

Respondem à ação penal o subtenente José Jorge Ferreira Dias e o segundo-sargento Raphael Gomes Damasceno, ambos do 9º Batalhão da Polícia Militar, em Rocha Miranda. Além de aceitar a denúncia, a Justiça determinou o afastamento dos dois do patrulhamento nas ruas e suspendeu o porte de arma dos agentes.

As medidas são cautelares e foram adotadas para evitar possíveis interferências na apuração enquanto o processo tramita. O recebimento da denúncia não equivale a uma condenação. Os policiais ainda poderão apresentar defesa, indicar testemunhas e contestar as provas reunidas pelo Ministério Público.

O que está sob investigação

As investigações indicam que os agentes podem ter confundido o carro da médica com o veículo de suspeitos durante a perseguição ocorrida em março. Andréa foi atingida por disparos no peito e no abdômen. Imagens de câmeras de segurança foram usadas para reconstruir a perseguição e a abordagem ao veículo, e a suspeita é de que os tiros tenham sido disparados após uma interpretação equivocada da situação.

A médica morreu no dia 15 de março, durante uma perseguição entre policiais militares e suspeitos. Conforme o relato da Polícia Militar, os agentes receberam a informação de que um Corolla Cross seria usado em roubos na região. Durante o patrulhamento entre as ruas Cupertino e Araruna, localizaram três veículos, incluindo o modelo mencionado.

Os policiais afirmaram que os ocupantes atiraram contra a viatura, dando início a uma troca de tiros e a uma perseguição. Depois da ação, disseram ter encontrado o Corolla Cross com marcas de disparos e Andréa já sem vida.

Trajetória da médica

Formada em medicina pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Uni-Rio), Andréa era ginecologista, cirurgiã geral e cirurgiã oncológica. Tinha mais de 30 anos de experiência e atuação de quase 30 anos no cuidado com a saúde da mulher.

Ela também publicava informações sobre saúde nas redes sociais, especialmente para orientar mulheres com endometriose sobre diagnóstico precoce e tratamento. Andréa era autora de um ebook sobre saúde feminina.

A responsabilidade criminal dos policiais será definida ao fim da ação, após a produção das provas e o julgamento. O caso continua em investigação para esclarecer a dinâmica dos disparos e a conduta dos agentes durante a perseguição.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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