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Polícia procura Milton Leite e apreende dinheiro em imóvel ligado a assessor

Ex-presidente da Câmara de São Paulo não foi localizado durante operação; policiais encontraram R$ 287 mil e U$ 89 mil.

Polícia procura Milton Leite e apreende dinheiro em imóvel ligado a assessor
Foto: Afonso Braga/Câmara Municipal de SP

A Polícia Civil procurou nesta sexta-feira (18) o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite, do União Brasil, mas não o encontrou no endereço ligado a um de seus assessores. A ação tinha como objetivo cumprir um mandado de prisão contra o ex-vereador.

Durante as buscas no imóvel, os agentes apreenderam R$ 287 mil e U$ 89 mil. A soma foi estimada em aproximadamente R$ 744 mil. O delegado responsável pelo caso afirmou que ainda não há um endereço confirmado para uma nova ação, enquanto as equipes continuam tentando localizar Leite.

Na quinta-feira, o ex-vereador negou que estivesse fugindo. Ele disse que estava em viagem e que se apresentaria às autoridades em até 24 horas. Em nota, declarou: “Vou provar minha inocência em todas as acusações”.

Investigação sobre o transporte coletivo

Leite foi alvo de um mandado de prisão na Operação Vectura Corrupta, iniciada na quinta-feira. A investigação apura uma possível infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo de São Paulo.

A operação também cumpriu medidas judiciais em Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão. Entre os alvos estão Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans; Danilo Marco Morgado Silva, candidato a deputado estadual pelo PL; Paulo Sirqueira Korek Farias, presidente da empresa de ônibus A2 Transportes e do Esporte Clube Água Santa; e Julio Salvador Filho, diretor da A2 Transportes.

Advogados, empresários e outras pessoas também são citados na investigação como suspeitos de integrar ou colaborar com o esquema. A apuração é um desdobramento da Operação Decúrio, realizada em agosto de 2024, quando a Polícia Civil identificou uma rede de comunicação usada pelo PCC dentro e fora dos presídios, com participação de advogados.

A Polícia Civil afirmou que a análise do material apreendido indicou uma possível infiltração da organização criminosa no transporte público da capital. Conforme a corporação, foram identificadas pelo menos 12 empresas do setor que seriam controladas direta ou indiretamente pelo PCC.

Manifestações das defesas

Danilo Morgado afirmou nas redes sociais que sua prisão representa perseguição política e disse que não recuaria. Também questionou a realização da medida às vésperas do período eleitoral e pediu a apuração dos fatos.

A A2 Transportes negou envolvimento com o PCC, lavagem de dinheiro ou outras atividades ilícitas. A empresa declarou que os recursos recebidos vêm exclusivamente de contratos e pagamentos da Prefeitura pelos serviços prestados e informou que está disponível para apresentar documentos às autoridades. Paulo Siqueira Korek disse ver um “forte componente político” na movimentação envolvendo a empresa.

A defesa de Levi dos Santos Oliveira afirmou que ele é primário e não tem antecedentes. Também informou que ainda não teve acesso aos autos e declarou que tomará as medidas jurídicas cabíveis depois de conhecer a decisão e os fundamentos da prisão.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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