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Prefeitura diz que prédio que desabou na Penha ignorou demolição exigida

Ricardo Nunes afirma que obra irregular era acompanhada desde 2019 e que responsáveis foram multados em mais de R$ 100 mil.

Prefeitura diz que prédio que desabou na Penha ignorou demolição exigida

A Prefeitura de São Paulo afirma que o prédio em construção que desabou sobre uma residência na Penha não passou pela demolição exigida antes da retomada da obra. O acidente ocorreu na Rua Tequici, por volta das 2h deste sábado (12), e deixou dez pessoas atingidas, entre elas quatro crianças.

Segundo o prefeito Ricardo Nunes, as irregularidades eram acompanhadas pelo município desde 2019. Os responsáveis pela construtora — um pai e um filho, que seria engenheiro — receberam multas superiores a R$ 100 mil e tiveram de adequar o projeto.

A exigência da Prefeitura incluía demolir os cinco andares já construídos e reiniciar a obra. Em 2024, os responsáveis obtiveram um alvará depois que o município considerou cumpridas as condições estabelecidas. Nunes afirmou, porém, que testemunhas e imagens de satélite indicam que a demolição determinada não ocorreu.

“O que a gente tem de informação, que nós conversamos aqui com os moradores, que a gente conseguiu pesquisar de imagens do Google Earth, é de que a demolição não havia acontecido”, disse o prefeito. De acordo com ele, a Polícia Civil procura os dois responsáveis pela construtora e deve pedir a prisão deles.

Nunes também declarou que a construção havia começado em 2019 sem alvará e que fiscalizações identificaram problemas estruturais. A licença concedida em 2024, segundo o prefeito, estava vinculada à demolição da estrutura existente e ao início de uma nova construção dentro das normas de segurança.

A defesa da construtora contesta essa versão. O advogado responsável afirmou que o embargo havia sido suspenso e que todos os pavimentos eram regulares, com documentação aprovada pela Prefeitura. A defesa disse ainda que prestará assistência às vítimas.

Duas pessoas foram encontradas mortas nos escombros, incluindo uma mulher grávida. Outras duas foram retiradas com vida. Equipes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e da Prefeitura continuam no local em busca de possíveis sobreviventes.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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