SÃO PAULO — A Polícia Civil prendeu temporariamente neste domingo (13) um dos sócios-proprietários da construtora responsável pelo prédio que desabou na Penha, na zona leste de São Paulo. Outros dois representantes da empresa também são alvo de mandados de prisão temporária, ainda não cumpridos.
O detido foi levado ao 24° Distrito Policial, onde prestaria depoimento e permaneceria à disposição da Justiça. A investigação busca esclarecer as responsabilidades relacionadas à construção do edifício.
Desabamento e fiscalização
O prédio tinha 12 andares e estava em construção quando caiu, por volta das 2h de sábado (12), na Rua Tequici, no bairro da Penha. A estrutura atingiu uma residência vizinha.
O Corpo de Bombeiros informou que seis pessoas morreram. Outras duas foram resgatadas com vida: um homem adulto e uma criança do sexo feminino. Ambos tiveram ferimentos leves e foram encaminhados ao Pronto-Socorro do Tatuapé.
A construção já havia sido fiscalizada e era alvo de uma ação judicial da Prefeitura de São Paulo por irregularidades. Segundo a administração municipal, o responsável pelo imóvel solicitou um alvará em 2019, mas o pedido foi indeferido.
Depois de fiscalizações, multas e da interdição da obra, a Prefeitura entrou na Justiça, em 2021, para pedir a demolição de uma construção irregular existente no terreno. Também foi aberta uma investigação na Controladoria Geral do Município para apurar como ocorreu a fiscalização da obra.

