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Artigo relaciona política de Trump a modelos históricos de expansão colonial

Cristóvão Feil compara o Destino Manifesto e o Lebensraum à política dos EUA para a Venezuela, descrita como colonialismo de pilhagem.

Artigo relaciona política de Trump a modelos históricos de expansão colonial

O sociólogo Cristóvão Feil relaciona o discurso de Donald Trump na Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU) a tradições históricas de expansão territorial, hierarquia racial e expropriação. Em artigo de opinião, ele afirma que a política dos Estados Unidos para a Venezuela reproduz elementos do chamado Destino Manifesto e do Lebensraum nazista.

Antecedentes históricos

O Destino Manifesto foi uma expressão cunhada por John O’Sullivan em 1845, no contexto da anexação do Texas e da disputa com o México. A ideia apresentava a expansão dos Estados Unidos como uma missão divina, civilizatória e racial, associada a colonos anglo-saxões e protestantes.

Segundo Feil, colonos anglo-americanos foram convidados pelo México a ocupar o Texas, rebelaram-se em 1836 e, em parte, buscavam preservar a escravidão abolida pelo país. Em 1845, o território foi anexado pelos Estados Unidos.

O outro antecedente citado é o Lebensraum, conceito formulado pelo geógrafo Friedrich Ratzel e posteriormente apropriado por Karl Haushofer e pelo nazismo. A noção defendia a conquista e a colonização do Leste Europeu, com a expulsão ou o extermínio de populações eslavas, judias e ciganas, para assegurar autarquia e pureza racial alemã.

Na interpretação do sociólogo, os dois projetos apresentavam a terra como destino divino, histórico ou racial. A expansão era justificada como civilização ou necessidade vital, enquanto uma suposta superioridade racial definia quem poderia ocupar territórios e quem poderia ser removido ou eliminado.

A política para a Venezuela

Feil afirma que a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, em janeiro de 2026, e o controle posterior sobre o petróleo e outros recursos do país revelariam traços de colonialismo de pilhagem apresentados como administração, tutela e transição.

Em 3 de janeiro de 2026, forças militares dos Estados Unidos invadiram Caracas, sequestraram o presidente Nicolás Maduro e sua esposa e os levaram para os Estados Unidos, segundo a descrição do artigo. Trump teria anunciado que o país seria administrado até uma “transição segura, adequada e judiciosa”.

Ainda conforme o texto, o presidente afirmou que a ocupação não teria custo para os Estados Unidos porque o país seria reembolsado pelo “dinheiro que sai do chão”, em referência ao petróleo e ao gás. Empresas petrolíferas estadunidenses teriam sido autorizadas a assumir a infraestrutura energética venezuelana e começar a obter receitas.

O artigo também afirma que mais de US$ 13 bilhões foram arrecadados pelos Estados Unidos com a venda do petróleo venezuelano, enquanto mais da metade da população da Venezuela vive em pobreza extrema. A Assembleia Nacional venezuelana teria denunciado uma “verdadeira e persistente intenção colonialista” de “roubar e saquear” os recursos naturais do país.

A receita do petróleo venezuelano, ainda segundo Feil, passou a ser depositada em contas bancárias estadunidenses controladas pelo governo dos Estados Unidos. Marco Rubio, secretário de Estado, controlaria diretamente a receita de exportação e definiria as condições de gasto dos fundos públicos venezuelanos.

Trump também teria anunciado que a Venezuela entregaria entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo de “alta qualidade” aos Estados Unidos, com os lucros controlados pessoalmente por ele.

Tutela e expropriação

Feil atribui a Stephen Miller, apresentado como um dos arquitetos da política de Trump, o argumento de que a indústria petrolífera venezuelana teria sido “roubada” de empresas americanas. Para o sociólogo, essa formulação transforma a nacionalização de recursos soberanos em crime contra os Estados Unidos e inverte a relação colonial, ao apresentar o colonizador como vítima.

O artigo afirma ainda que Miller e Trump classificaram a ajuda ocidental ao desenvolvimento como “colonização reversa”. Na avaliação de Feil, essa formulação trata o colonialismo como estado normal das relações internacionais e apresenta a descolonização como um desvio.

A diferença em relação ao Texas e ao Lebensraum, escreve o sociólogo, estaria na ausência de colonos e na escala do extermínio. A semelhança seria a naturalização da expropriação e a desumanização da soberania venezuelana. O saque, nessa leitura, seria descrito como tutela; a pilhagem, como administração, transição, proteção ou reembolso.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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