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Voto islandês ocorre em meio à perda de influência da União Europeia, avalia analista

Para Florence Poznanski, crises econômicas, guerra na Ucrânia e dependência energética ampliam o enfraquecimento do bloco europeu.

A relação entre a União Europeia e os Estados Unidos esteve no centro da avaliação da cientista política Florence Poznanski após o plebiscito sobre a entrada da Islândia no bloco. Para ela, a tentativa europeia de ganhar protagonismo em conflitos nos quais Washington mantém uma agenda própria tem exposto a perda de influência da União Europeia.

A consulta popular terminou com 53% dos votos contrários à adesão. Mais de 80% dos islandeses participaram da votação, realizada no dia 29 de agosto. A Islândia havia iniciado o processo para ingressar no bloco em 2009, durante uma crise econômica.

Poznanski afirma que o resultado representa uma dificuldade maior para a União Europeia do que para a Islândia. O país, segundo a analista, está entre os mais ricos da região e teria pouco incentivo para se tornar membro. “Islândia é hoje um dos países mais ricos da região e, por isso, tem pouco interesse em entrar na União Europeia”, disse.

Crises e dependência energética

Na avaliação da cientista política, os países do bloco atravessam um período marcado pelo aumento da pobreza e pela redução do bem-estar social. Ela citou Alemanha, França, Luxemburgo e Suécia, além de Noruega e Suíça, que não integra a União Europeia, mas estaria submetida à mesma realidade regional.

Poznanski também apontou a dependência da Islândia em relação à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) nas políticas de proteção. No caso europeu, a guerra na Ucrânia afetou o setor de energia porque vários países do bloco dependiam do gás russo. O boicote levou ao aumento dos preços, em um movimento comparado pela analista à alta do petróleo no Estreito de Ormuz.

A cientista política atribuiu parte da crise vivida por países europeus ao governo Donald Trump e às tensões envolvendo os Estados Unidos. Segundo ela, a aproximação da União Europeia com a diplomacia estadunidense, em meio às taxas aplicadas por Trump, não produziu o resultado esperado e reduziu a autonomia e a capacidade de atuação do bloco, inclusive internamente.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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