A notícia e o que está por trás
Política

Fonseca vê seletividade de Mendonça em investigações ligadas ao Banco Master

Cientista político afirma que decisões do ministro ampliaram a crise no STF e contribuíram para adiar o debate sobre a escala 6×1.

A atuação do ministro André Mendonça na investigação sobre o Banco Master ampliou, na avaliação do cientista político Francisco Fonseca, a confusão em torno de um caso marcado por disputas políticas no Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, a forma como o ministro autoriza vazamentos, abre processos e conduz medidas revela critérios diferentes conforme os envolvidos.

Fonseca citou como exemplo a situação de Fabio Luis, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o cientista político, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS quebrou o sigilo do empresário e não encontrou irregularidades, mas Mendonça teria aberto mais três processos. “O que chama a atenção é que há uma enorme seletividade no que André Mendonça deixa vazar, abre processo, faz, espalha”, afirmou.

O cientista político também mencionou as informações relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”. De acordo com sua avaliação, delações e notícias vêm indicando que valores crescentes ligados ao filme estariam financiando Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Para Fonseca, a diferença entre o que se torna público e o que não avança expõe a capilaridade do banqueiro Daniel Vorcaro em diferentes esferas do poder.

Na interpretação de Fonseca, a Lava-Jato deixou raízes que reaparecem na conduta de Mendonça. Ele comparou a atuação do ministro à de Sérgio Moro e afirmou que se espera de um juiz isonomia e neutralidade. O cientista político classificou Mendonça como um juiz bolsonarista ligado a um ecossistema político do bolsonarismo.

A crise também teria afetado a pauta do Senado. As revelações ocorreram no período em que estava prevista a votação do fim da escala 6×1. Para Fonseca, a sequência de acontecimentos criou um fato político que deixou a discussão para depois das eleições. “Não existe coincidência. É tudo articulação”, disse.

O episódio envolve ainda o ministro Alexandre de Moraes e, segundo Fonseca, representa uma situação grave e inédita dentro do STF.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.