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Ciência

Cafeína prolonga desempenho em sprints de bicicleta, aponta estudo japonês

Experimento com adultos jovens associou uma dose da substância a mais potência e menor percepção de esforço por pelo menos 3,5 horas.

Cafeína prolonga desempenho em sprints de bicicleta, aponta estudo japonês

Uma única dose de cafeína alterou o desempenho em exercícios intensos e repetidos durante pelo menos 3,5 horas, segundo um experimento conduzido por pesquisadores da Universidade de Tsukuba, no Japão. Os participantes produziram mais potência em sprints de bicicleta e relataram menor esforço e menos dor muscular nas pernas após o exercício.

O estudo foi publicado em 1º de setembro na revista Medicine & Science in Sports & Exercise. A investigação procurou medir a duração dos efeitos da cafeína, cujo uso como suplemento para melhorar a performance esportiva é comum, mas ainda apresentava dúvidas sobre o tempo de permanência dos benefícios e sobre as alterações fisiológicas ao longo desse período.

Como o teste foi feito

A pesquisa envolveu 12 adultos jovens e saudáveis. Em condições experimentais diferentes, eles receberam cafeína ou placebo 60 minutos antes da atividade. A quantidade administrada foi de 5,5 miligramas por quilograma de massa corporal.

Depois, os voluntários realizaram sprints repetidos em bicicleta, caracterizados por esforços máximos, curtos e de alta intensidade. As avaliações se estenderam por 3,5 horas. Nesse intervalo, a equipe acompanhou as concentrações de cafeína e noradrenalina no plasma, além de indicadores cardiovasculares e respiratórios, do fluxo sanguíneo cerebral e da percepção individual de esforço.

Respostas observadas

A cafeína elevou a potência média e a potência máxima alcançadas nos sprints. A diferença permaneceu perceptível durante todo o período analisado. Também houve aumento das concentrações de noradrenalina depois do exercício, enquanto os participantes indicaram uma sensação menor de esforço e de dor muscular nas pernas.

Os pesquisadores registraram ainda mudanças nas respostas cardiovasculares e respiratórias. Outra alteração foi a redução da velocidade do sangue na artéria cerebral média, medida usada como indicador do fluxo sanguíneo cerebral.

Para os autores, os resultados mostram que uma dose tomada antes da atividade pode conservar efeitos sobre o desempenho durante várias horas de exercício intermitente. Esse resultado contribui para a compreensão do uso da substância em situações prolongadas, como competições e torneios que exigem esforços intensos repetidos ao longo de várias horas.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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