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Política

Entidades pedem ao STF suspensão de medida que proibiu bets no Brasil

ANJL e IBJR afirmam que a MP foi abrupta e questionam a urgência usada pelo governo para alterar o marco regulatório das apostas.

Entidades pedem ao STF suspensão de medida que proibiu bets no Brasil

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão da medida provisória que proibiu as apostas on-line no Brasil. O pedido foi apresentado nesta segunda-feira (28), três dias depois de a MP ser assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

As entidades afirmam que a medida provocou prejuízos bilionários às empresas que investiram no setor com base no marco regulatório vigente. Para as associações, a decisão do governo foi abrupta e alterou as regras depois de investimentos realizados pelas empresas.

Outro argumento apresentado ao STF é o de que teria havido desvio de finalidade na edição da medida provisória. As entidades sustentam que o governo não demonstrou a urgência necessária para justificar a mudança, sem que o tema passasse pelo processo legislativo regular.

Na ação, ANJL e IBJR também lembram que o próprio governo Lula havia enviado ao Congresso um projeto para regulamentar o mercado de apostas on-line. A proposta foi aprovada e deu origem ao marco regulatório sancionado em 2023.

Pedido ao relator

O pedido foi direcionado ao ministro Luiz Fux, relator de ao menos três ações que questionam a legislação sobre apostas. As associações querem a suspensão imediata dos efeitos da MP até que o STF analise o tema ou o Congresso volte a deliberar sobre o assunto. Enquanto isso, defendem a aplicação das regras anteriores à medida provisória.

Fux deverá decidir se analisará o pedido individualmente, com posterior submissão ao referendo do tribunal, ou se encaminhará o caso diretamente ao plenário do STF. Antes de decidir, o relator costuma solicitar informações ao governo e manifestações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Em requerimento enviado ao ministro nesta segunda-feira, a AGU pediu pelo menos 72 horas para apresentar sua manifestação antes de uma eventual decisão.

A medida provisória assinada por Lula tem vigência inicial de 60 dias, prorrogável por mais 60, e precisa ser aprovada pelo Congresso nesse período. Ao anunciá-la, o presidente classificou as casas de apostas on-line como um “câncer” e comparou o vício em jogos ao consumo de crack, afirmando que famílias estão sendo destruídas e acumulando dívidas impagáveis em razão da ludopatia.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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