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Ciência

Estudo identifica primeira evidência de Diplodocus fora da América do Norte

Vértebras e ossos encontrados na Espanha indicam a presença do dinossauro há cerca de 150 milhões de anos.

Estudo identifica primeira evidência de Diplodocus fora da América do Norte
Foto: Toby Melville/Reuters

TERUEL, ESPANHA — Pesquisadores identificaram na Espanha a primeira evidência esquelética do dinossauro Diplodocus fora da América do Norte. O material inclui vértebras e ossos chevron encontrados no sítio fossilífero de La Tejería, no município de El Castellar, no leste do país, e datados de cerca de 150 milhões de anos.

A equipe da Fundação Dinópolis, em Teruel, estudava a área quando encontrou o conjunto de fósseis. A análise de 14 vértebras caudais e de diversos ossos chevron, também chamados de arcos hemais, levou os pesquisadores a atribuir o material ao gênero Diplodocus, que integra a família dos diplodocídeos, dentro do grupo dos saurópodes.

O artigo publicado na segunda-feira (14) afirmou que a descoberta representa “um dos esqueletos de diplodocídeos mais completos da Europa”. Até então, restos fossilizados de Diplodocus haviam sido encontrados apenas na América do Norte. O herbívoro era conhecido pelo pescoço longo e pela cauda grande, além de fazer parte de uma lista crescente de saurópodes gigantes identificados na região estudada.

Possível conexão entre continentes

Os autores relacionaram a descoberta ao deslocamento de dinossauros terrestres entre continentes que começavam a se separar. Uma das hipóteses discutidas por cientistas nas últimas décadas é que o proto-Oceano Atlântico tenha tido pontes terrestres temporárias, recuos episódicos do nível do mar ou outras passagens transitórias.

Fósseis encontrados recentemente na Espanha e em Portugal, em áreas próximas à costa atlântica, reforçaram essa possibilidade. A região teria integrado uma ponte terrestre entre a Península Ibérica e o território que hoje corresponde ao Canadá.

Os pesquisadores escreveram que o achado é “uma das evidências mais fortes” de eventos episódicos de dispersão e intercâmbio de fauna pelo proto-Atlântico Norte, entre o Kimmeridgiano tardio e o Titoniano inicial. Outras conexões propostas ligavam a América do Norte à Escandinávia e, mais ao sul, o que hoje corresponde ao Brasil e aos Camarões.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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