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Ciência

Filhote de pardela tinha 894 pedaços de plástico no organismo

Pesquisa de 15 anos na Ilha Lord Howe registrou recorde de 64,2 gramas de plástico em uma única ave.

Filhote de pardela tinha 894 pedaços de plástico no organismo
Foto: Justin Gilligan/The Trustees of the Natural History Museum, London

ILHA LORD HOWE, AUSTRÁLIA — Um filhote de pardela-de-pés-rosados (Ardenna carneipes) foi encontrado com 894 pedaços de plástico no organismo, segundo pesquisadores do Adrift Lab. Os fragmentos somavam 64,2 gramas, o equivalente a cerca de 15% do peso corporal esperado da ave.

O caso representa o maior registro da pesquisa sobre ingestão de plástico por aves na Ilha Lord Howe. Conduzido há 15 anos por especialistas do Adrift Lab, o estudo acompanha a contaminação de animais selvagens e seus efeitos sobre a fauna.

Recorde supera marcas anteriores

O recorde anterior havia sido registrado em 2011, quando um filhote de 90 dias carregava 276 fragmentos. Os cientistas consideravam que aquela quantidade dificilmente seria superada. Em 2023, porém, foram encontrados 400 fragmentos em outro filhote, e o número continuou crescendo.

Alex Bond, especialista em aves do Museu de História Natural de Londres e coautor do estudo, havia considerado que uma ave não poderia sobreviver com mais de 64,1 gramas de plástico no organismo. Essa era a quantidade identificada em 2011. No registro mais recente, a massa chegou a 64,2 gramas.

De acordo com o museu, 64,2 gramas correspondem a cerca de 15% do peso corporal esperado de uma pardela. A proporção seria equivalente a uma pessoa de 80 quilos carregando 12 quilos de plástico dentro do corpo.

Tendência aparece em série de longo prazo

A pesquisa indica que as aves da região estão ingerindo quantidades cada vez maiores de plástico, especialmente desde 2022. A Adrift Lab afirma que essa tendência não poderia ser identificada em análises de três ou cinco anos, porque apenas uma série contínua de 15 anos permite separar mudanças persistentes das oscilações anuais.

Ao mesmo tempo, a proporção de aves que ingeriram alguma quantidade de plástico permaneceu relativamente estável, em torno de 75% a 85%, durante o período analisado. Para os pesquisadores, esse dado mostra a dificuldade de avaliar tendências com base em um único ano.

Os autores afirmam que a situação das pardelas-de-pés-rosados da Ilha Lord Howe vem piorando, sobretudo nos últimos cinco anos. As conclusões foram publicadas no periódico Earth’s Future. Bond declarou: “De 2023 a 2026, o recorde de maior quantidade de plástico ingerida por essas aves foi quebrado ano após ano.”

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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