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Ciência

Rastro de quatro marcas reforça identificação de um T. rex adulto

Pegadas encontradas perto de Marmarth têm 66,5 milhões de anos e foram associadas ao maior tiranossaurídeo conhecido na região.

Rastro de quatro marcas reforça identificação de um T. rex adulto

Uma sequência de quatro pegadas preservadas em rocha foi associada a um Tyrannosaurus rex adulto por pesquisadores do Museu da Natureza e Ciências de Denver e da Universidade de John Moores em Liverpool. O rastro, localizado em 2025 perto de Marmarth, nos Estados Unidos, tem idade estimada em 66,5 milhões de anos e se estende por sete metros.

Cada marca mede cerca de 1 m. Duas correspondem ao membro direito e duas ao esquerdo. A identificação considera a presença conhecida do T. rex na Formação Hell Creek, o formato com três dedos e a distância entre os sinais. A preservação, porém, não permite descrever em detalhe todas as características das pegadas.

Por que a atribuição é considerada provável

A Formação Hell Creek, no estado Dakota do Norte, reúne fósseis do Cretáceo Superior, período ao qual pertencem os vestígios. De acordo com os pesquisadores, havia três tiranossaurídeos conhecidos no local: duas espécies de Nanotyrannus, de menor porte, e o Tyrannosaurus rex, de maior tamanho. Para Tyler Lyson, curador sênior de paleontologia de vertebrados do Museu de Natureza e Ciência de Denver e coordenador do estudo, somente a espécie maior teria dimensões suficientes para produzir marcas de aproximadamente 1 m.

Pegadas isoladas possivelmente atribuídas ao T. rex já haviam sido encontradas, mas esta é a primeira sequência descrita com várias marcas deixadas pelo animal. As depressões formadas no sedimento fino foram preenchidas por água altamente carbonatada. O processo gerou concreções ao redor dos moldes e contribuiu para a preservação.

Os resultados foram divulgados na última terça-feira (8) na revista Journal of Vertebrate Paleontology. A equipe realizou escaneamentos digitais in situ e produziu imagens tridimensionais que permitiram examinar as marcas mesmo à distância. Peter Falkingham, professor de paleobiologia da universidade britânica e primeiro autor do estudo, analisou virtualmente os modelos enviados pelos colegas.

Velocidade e próximos trabalhos

A partir das reconstruções em 3D, os cientistas estimaram que o animal se deslocava entre 1,5 e 2 m/s, o equivalente a cerca de 5,4 km/h a 7,2 km/h. A faixa é compatível com estudos recentes sobre o deslocamento de T. rex, mas também pode corresponder a outros tiranossaurídeos de grande porte.

Uma quinta pegada foi identificada em atividades de campo realizadas durante o verão deste ano. Novas escavações podem revelar características anatômicas do pé, informações sobre a locomoção ou elementos que indiquem outro padrão de deslocamento. A posição das marcas na camada geológica, contudo, sugere que parte inicial ou posterior do rastro pode ter sido afetada pela compressão do sedimento.

A equipe pretende remover pelo menos três pegadas com o uso de helicópteros, devido ao tamanho e à fragilidade do material. A intenção é levá-las ao Museu de Denver, onde serão preparadas e posteriormente expostas ao público. O local fica em uma área protegida federal administrada pelo Serviço Florestal dos EUA, aproximadamente 33 metros abaixo do limite entre as formações Hell Creek e Fort Union, perto da camada associada à extinção em massa ocorrida há 66 milhões de anos.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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