A pesquisadora, crítica de arte, curadora, jornalista, gestora e professora Aracy Amaral morreu nesta terça-feira (15), aos 96 anos. A informação foi comunicada por amigos e familiares. A causa da morte não foi divulgada.
Nascida em São Paulo em 1930, Aracy formou-se em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero na década de 50. Ainda estudante, participou da primeira Bienal de São Paulo, em 1951, e acompanhou todas as edições seguintes. Depois das primeiras experiências no campo artístico, passou a se dedicar à pesquisa acadêmica em artes visuais.
Sua produção abordou o modernismo brasileiro, com atenção especial à obra de Tarsila do Amaral, além da arte latino-americana, do construtivismo brasileiro e da influência hispânica na arquitetura paulista. Em 1969, concluiu o mestrado em história da arte pela Universidade de São Paulo com o trabalho As Artes Plásticas na Semana de 22, que se tornou uma referência nos estudos da área na década seguinte.
No mesmo ano, Aracy foi responsável pela curadoria da exposição Tarsila – 50 Anos de Pintura, realizada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Sua pesquisa sobre a artista também resultou, em 1975, na publicação Tarsila: Sua Obra e Seu Tempo, descrita como a primeira grande catalogação das obras de Tarsila do Amaral.
Atuação em instituições culturais
Aracy dirigiu a Pinacoteca do Estado de São Paulo entre 1975 e 1979. Mais tarde, comandou o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, de 1982 a 1986, instituição onde também lecionou na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.
Em 2008, supervisionou a criação do catálogo raisonné de Tarsila do Amaral, considerado a compilação definitiva da produção artística da modernista. Em 2015, assinou a curadoria do 34º Panorama da Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Para a mostra, reuniu passado e presente ao convidar seis artistas a produzir trabalhos em diálogo com zoólitos, objetos milenares encontrados na costa do Brasil.


