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Cultura

Estudantes encenam violência contra mulheres em encontro teatral no Rio

Jovens de sete escolas públicas apresentaram peças sobre violência doméstica, feminicídio, machismo e relações abusivas.

Estudantes encenam violência contra mulheres em encontro teatral no Rio

Estudantes de sete escolas da rede pública estadual apresentaram, nesta segunda-feira (14), esquetes sobre questões sociais e experiências do cotidiano no Teatro Carlos Gomes, no Centro do Rio. A atividade integrou o I Encontro de Teatro Estudantil do Estado do Rio de Janeiro, organizado pela Universidade da Cidadania (UC), ligada à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A violência contra as mulheres foi o principal assunto escolhido pelos jovens. As apresentações trataram de violência doméstica, feminicídio, machismo, controle em relações afetivas, agressões verbais naturalizadas e repetição de ciclos de violência entre gerações.

No esquete “Fêmea não fala”, alunos do Colégio Estadual Infante Dom Henrique abordaram como a violência verbal contra mulheres é incorporada a diferentes espaços. “Geografia do Medo”, do Colégio Estadual Soares Pereira, discutiu a continuidade da violência doméstica e dos ciclos de abuso. “Por Ela, Por Nós”, do Colégio Estadual Professor João Borges, apresentou sinais de relacionamentos abusivos e o feminicídio.

O Colégio Estadual Brigadeiro Schorcht levou “Quem fala?”, montagem que recorreu ao humor para questionar os papéis de gênero e a invisibilidade do trabalho desempenhado pelas mulheres. As peças também trataram de desigualdade social, preconceito de classe, bullying, acesso à universidade, relações familiares e efeitos das redes sociais.

A direção dos grupos ficou sob responsabilidade de professores e profissionais das escolas. O encontro foi resultado de um trabalho realizado nos últimos meses pela Caravana da Cidadania. Desde o começo de suas atividades, em agosto de 2025, a iniciativa alcançou cerca de 800 estudantes, de forma direta ou indireta.

Para Eleonora Ziller, diretora da UC, os estudantes assumiram o centro da programação. Ela disse que se emocionou ao vê-los ocupando o Teatro Carlos Gomes com suas histórias, inquietações e maneiras próprias de fazer teatro.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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