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Política

Dino vê risco de despotismo em eventual investigação no STF

Ministro afirmou que aceitar o pedido sobre Moraes e Vorcaro poderia abrir espaço para práticas autoritárias nos tribunais.

Dino vê risco de despotismo em eventual investigação no STF

Flávio Dino afirmou que uma eventual aceitação, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), do pedido para investigar as relações entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro poderia ampliar práticas autoritárias no Judiciário. A solicitação foi apresentada pelo ministro André Mendonça durante sessão plenária extraordinária realizada nesta terça-feira (15).

“Se nós aceitarmos a vocatória, presidente, nós estaremos abrindo uma avenida de autoritarismo, de despotismo, de tirania nos tribunais que ninguém vai controlar”, declarou Dino ao criticar a possibilidade de abertura da investigação.

Críticas à atuação no Supremo

Na manifestação, o ministro também disse que o STF não deve ser usado como espaço de projeção individual ou de busca por popularidade. Para Dino, a atuação da Corte deve estar ligada à realização da Justiça, e não à construção de biografias pessoais.

“Aqui não é lugar de quem busca aplausos, busca popularidade. Aqui não é lugar para fazer biografia, é para fazer justiça”, afirmou.

Dino ainda declarou que o Brasil atravessa o que classificou como o “momento mais corrupto da história do Judiciário” e disse que a corrupção tem aumentado no país. Ele relacionou a venda de decisões judiciais à atuação de advogados ao afirmar: “Não existe venda de sentenças sem um advogado cobrando”.

A sessão ocorre depois da divulgação de mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro. Vorcaro é ex-controlador do Banco Master, enquanto Moraes é ministro do STF. As mensagens foram reveladas em 1º de setembro.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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