BRASÍLIA — O candidato do PSB ao governo do Distrito Federal, Ricardo Cappelli, cobrou da governadora Celina Leão (PP) a divulgação do balanço financeiro do Banco de Brasília (BRB). A cobrança ocorreu em sabatina ao SBT Brasília nesta terça-feira (15), em meio ao adiamento sucessivo da publicação dos dados da instituição.
O BRB teve sua situação colocada em dúvida após o rombo atribuído a negociações fraudulentas realizadas com o Master. A divulgação do balanço está entre as exigências do acordo de resgate firmado com a União. Para Cappelli, a ausência das informações impede dimensionar o prejuízo. A estimativa mais conservadora mencionada é de R$ 12 bilhões.
“Quando eu tomar posse, vai existir BRB? Ele vai estar aberto até lá?”, afirmou o candidato, que também questionou o que estaria sendo escondido da população. Cappelli foi interventor do Distrito Federal durante o afastamento de Ibaneis Rocha (MDB), após o 8 de Janeiro.
Propostas para o banco e o transporte
Se eleito, Cappelli disse que cobrará diariamente da Polícia Federal o rastreamento do dinheiro desviado e reduzirá gastos que considera desnecessários no BRB. Como exemplos, mencionou o patrocínio de uma corrida na Paraíba e de um campeonato de vela em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Na área de transporte, o candidato afirmou que o principal problema do Distrito Federal está na logística, e não na qualidade dos ônibus ou no preço das passagens. Ele citou a falta de vias expressas para regiões como Sobradinho, Arapoanga e Planaltina.
Cappelli também criticou os subsídios destinados pelo governo às empresas de ônibus. Segundo ele, os cerca de R$ 2,5 bilhões anuais gastos poderiam financiar a construção de “15km a 18km” de metrô por ano, alcançando áreas como Asa Norte, Gama, Santa Maria e o Setor O, em Ceilândia.
Saúde e campanha
Na saúde, o candidato prometeu um “choque de gestão”, com a contratação de médicos e enfermeiros para preencher vagas em hospitais e UPAs do Distrito Federal. Ele classificou como incompetência da atual gestão a demora para ocupar essas funções em Brasília.
Cappelli aparece em quinto lugar na última pesquisa Quaest, com 2% das intenções de voto no cenário estimulado. Ele afirmou que o resultado não representa a realidade da disputa e que muitos eleitores ainda não escolheram candidato. Antes de lançar sua candidatura, disse ter passado cerca de um ano e meio em cada uma das 35 regiões administrativas do Distrito Federal para conhecer as demandas locais.


