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Cultura

Como o Prêmio da Música Brasileira atravessou 33 edições e mudou de formato

Criado há 39 anos, o prêmio retomou a atividade em 2023 e chegou a 2026 com novas categorias, tributos e programas de fomento.

Como o Prêmio da Música Brasileira atravessou 33 edições e mudou de formato
Foto: Darlan Black/divulgação

A trajetória do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira chegou à 33ª edição em 2026 marcada por mudanças de formato, períodos sem patrocínio e a ampliação do espaço destinado a diferentes gêneros. Criado há 39 anos pelo produtor cultural Zé Maurício Machline, o evento retomou as atividades em 2023, depois de um hiato de quatro anos, e voltou a ser realizado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

A edição de 2026 teve Cazuza como homenageado e dez tributos ao cantor. A cerimônia também distribuiu prêmios em 31 categorias. João Gomes foi o principal vencedor, com troféus individuais por Melhor Artista de Canção Popular e Melhor Lançamento de Canção Popular, pelo disco Pé de Serrita. Ele também venceu a categoria Projeto Especial ao lado de Mestrinho e Jota.Pê e recebeu o prêmio de Melhor Artista de Raízes por Dominguinho.

Luedji Luna ganhou como artista e lançamento de Pop, com Antes que a Terra Acabe e Um Mar pra Cada Um, ambos de 2025. A cantora participou de um dos tributos a Cazuza e voltou para São Paulo com duas estatuetas. “Ganhar foi a cereja do bolo, fiquei surpresa e feliz”, afirmou.

A ampliação das categorias

Em 2024, Rap/Trap, Funk e Reggae deixaram de integrar a categoria Música Urbana e passaram a ter espaços próprios. Na mesma mudança, Pop e Rock foram separados. Em 2026, artistas nordestinos conquistaram dezesseis das 31 categorias. Entre eles estavam Fitti, vencedor de Artista Revelação, e Don L, premiado pelo álbum Caro Vapor II — Qual a Forma de Pagamento?.

Também foram reconhecidos nomes como Djavan, Chitãozinho & Xororó, Alcione, Olodum, BK’, Hamilton de Holanda, Black Pantera e Deize Tigrona. João Gomes não participou da cerimônia porque estava no Arraiá do Povo, em Aracaju. Para o cantor, a premiação ajudou a valorizar artistas do Nordeste, que, segundo ele, nem sempre recebem o devido reconhecimento.

De 1988 ao retorno

A primeira edição ocorreu em 1988, no Teatro do Hotel Nacional, no Rio, e teve Passarim, de Tom Jobim, como Canção do Ano. O evento passou pelo Golden Room do Copacabana Palace e voltou ao Hotel Nacional antes de estrear no Theatro Municipal do Rio em 1993, quando Angela Maria e Cauby Peixoto foram os homenageados.

A linha do tempo inclui tributos a nomes como Dorival Caymmi, Maysa, Elizeth Cardoso, Luiz Gonzaga, Gilberto Gil, Elis Regina, Milton Nascimento, Rita Lee, Jackson do Pandeiro, Gal Costa, Ary Barroso, Baden Powell, Jair Rodrigues, Zé Kéti, Dominguinhos, Clara Nunes, Dona Ivone Lara, Noel Rosa, João Bosco e Tom Jobim. Em 2014, pela primeira vez, o homenageado foi um gênero: o samba.

O prêmio não teve evento em 1999, apesar de os vencedores terem sido definidos. A iniciativa retornou em 2002, com novo patrocinador e sede na casa de festas Villa Riso, no Rio. Em 2003, voltou ao Municipal. A falta de patrocínio voltou a afetar a realização em 2009 e 2017. Na edição de 2009, técnicos e jurados se mobilizaram para evitar o cancelamento.

Em 2023, o prêmio voltou com Alcione como homenageada e passou a se apresentar também como plataforma para artistas novos. No ano seguinte, o tributo foi dedicado a Tim Maia. Em 2025, Chitãozinho & Xororó se tornaram o primeiro nome do sertanejo homenageado.

Critérios e programas de fomento

Machline afirma que a seleção não considera popularidade ou alcance. Os lançamentos são avaliados por um corpo curatorial formado por quarenta jurados. O idealizador diz ouvir os 15 000 títulos recebidos anualmente. A inspiração para criar o evento surgiu durante uma viagem a Nova York, quando ele assistiu à entrega do Grammy, mas decidiu desenvolver um modelo próprio.

A nova fase é conduzida também por Giovanna Machline e pela empresária Heloisa Guarita. A parceria com o BTG Pactual permitiu criar a Música É Negócio, o Te Vejo no Palco e a Incubadora Musical. Os projetos oferecem cursos, editais e conexão entre artistas, mentores e instituições.

Em 2026, a homenagem a Cazuza continuou fora da cerimônia. Larissa Luz, Joyce Alane e Céu foram anunciadas em shows em Porto Alegre e Brasília, com a participação de Luedji Luna. Na noite do prêmio, participaram artistas como Ludmilla, Marina Sena, Luísa Sonza, Maneva, Zizi Possi e Simone. Os tributos foram disponibilizados no canal da premiação no YouTube.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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