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Cultura

Dominguinho amplia alcance com segundo volume e referências da música brasileira

João Gomes, Jota.pê e Mestrinho transformaram uma parceria sem ensaio em projeto premiado, com shows para grandes públicos e novas canções.

Dominguinho amplia alcance com segundo volume e referências da música brasileira
Foto: Clara Lobo/Daryan Dornelles/Paulo Rapoport/divulgação

O projeto Dominguinho nasceu de uma aproximação entre três músicos de origens distintas e ganhou dimensão nacional em dois anos. João Gomes, de Pernambuco, Jota.pê, de São Paulo, e Mestrinho, de Sergipe, reuniram voz, timbre e sanfona em uma parceria que chegou a grandes públicos e recebeu reconhecimento internacional.

A ideia surgiu depois que João conheceu Jota.pê na cerimônia do Grammy Latino 2024. O paulista, que venceu três estatuetas naquela ocasião, já jogava futebol com Mestrinho. As conversas entre os três levaram à decisão de registrar algumas músicas.

O audiovisual foi gravado no centro histórico de Olinda sem ensaios prévios. Para João Gomes, a ausência de preparação detalhada ajudou a preservar o caráter espontâneo do encontro: “A emoção que aparece ali é muito espontânea”. O primeiro volume trouxe músicas como Lembrei de Nós, Arriadin por Tu e Beija Flor.

Da trajetória solo ao reconhecimento

Beija Flor foi composta por Jota.pê e lançada há onze anos, no álbum de estreia do cantor, Crônicas de um Sonhador. O primeiro show dele para mais de 1 000 pessoas ocorreu em 2022. A carreira foi marcada por anos de trabalho e momentos de dúvida até a consagração solo e, depois, a formação do trio.

Em novembro passado, o disco venceu o Grammy Latino de Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa. Em abril, o grupo levou 50 000 pessoas ao Nubank Parque, antigo Allianz Parque, descrito como a mais cobiçada praça de shows do país. João afirmou que os músicos não esperavam alcançar tanta gente e atribuiu a recepção à sinceridade percebida pelo público.

Em maio, Dominguinho lançou o segundo volume, gravado em Salvador. Mestrinho explicou que o repertório combina pesquisa e memória afetiva, reunindo músicas presentes na formação dos três. Entre as referências citadas por João estão Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Marinês e Trio Nordestino. Mestrinho também mencionou Dominguinhos, Sivuca, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Elba Ramalho.

Jota.pê resumiu a mistura de influências como uma combinação de MPB, samba, música nordestina e canção brasileira. A proposta, segundo ele, é interpretar essa tradição sem copiar os artistas que abriram caminho.

Para Mestrinho, o caráter acústico e humano do projeto dialoga com a busca por músicas capazes de emocionar, aproximar e remeter à família, aos amigos e às raízes.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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