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Cultura

Rodrigo Cass deixa obras em exposição e pesquisa sobre matéria e espírito

Artista plástico paulistano morreu aos 43 anos após um afogamento acidental no Rio de Janeiro; uma obra está em cartaz em São Paulo.

Rodrigo Cass deixa obras em exposição e pesquisa sobre matéria e espírito
Foto: Tuca Reinés/divulgação

A trajetória de Rodrigo Cass combinava investigação espiritual, materiais escultóricos e interesse pela transformação das formas. O artista plástico paulistano morreu na noite desta quinta-feira (17), aos 43 anos, após um afogamento acidental na Praia de Copacabana. A informação foi comunicada pela galeria Fortes D’Aloia & Gabriel, que o representava havia catorze anos.

Cass tinha uma obra em cartaz desde o último sábado (12) no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP). Em 2026, apresentou em Portugal a exposição individual Geometria Sensível.

Matéria, forma e espiritualidade

O artista viveu e se formou no âmbito da ordem carmelita. Essa experiência se relacionava à maneira como abordava a abstração: um campo para investigar as dimensões espirituais da cor e da forma, em diálogo com visões e mistérios do sagrado.

Sua produção reunia concreto, fibra de vidro e linho, além de trabalhos em vídeo. Nessas obras, projeções eram feitas sobre suportes escultóricos enquanto ações repetitivas avançavam em cadência medida. Os materiais mudavam de estado, acumulavam-se, desgastavam-se ou se recombinavam, fazendo da transformação um acontecimento físico e sensível.

A galeria descreveu ainda uma produção formada por relevos, fotografias e vídeo esculturas, associada à iconografia católica clássica, à tradição neoconcreta brasileira e à repetição corporal da performance. O concreto sobre linho era apontado como material central de seus trabalhos.

Em comunicado, a Fortes D’Aloia & Gabriel afirmou que Cass construiu uma trajetória única na arte contemporânea brasileira e manifestou solidariedade à família. A mensagem citou sua mãe, Cacilda; os irmãos, Robson e Rosângela; os sobrinhos; e o companheiro, Paulo.

Cass nasceu em 1983 e morreu em 2026. Ao longo dos catorze anos de representação pela galeria, desenvolveu uma pesquisa que aproximava matéria, cor, forma e religião, com trabalhos também voltados às dimensões místicas e existenciais.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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