Às vésperas do primeiro turno das eleições 2026, o Andbank recomenda que os investidores não montem suas carteiras com base na tentativa de antecipar o vencedor da disputa presidencial. Para Amanda Bertan, head de offshore no Andbank Brasil, o principal fator para os ativos brasileiros será a condução das contas públicas no próximo governo.
A eleição ainda pode provocar movimentos nos preços, tanto no período imediatamente posterior à votação quanto após a divulgação das primeiras medidas da nova administração. A avaliação da instituição, porém, é que apostar em um resultado específico pode levar o investidor a concentrar riscos em uma previsão difícil de acertar.
“o principal cenário que a gente traz de atenção é em relação ao ajuste fiscal no Brasil”, afirma Bertan. Na análise da executiva, a diversificação internacional deve fazer parte da estratégia dos investidores, em proporção definida de acordo com o perfil e os objetivos de cada cliente.
Exposição internacional e câmbio
A recomendação é que essa exposição seja estrutural, e não uma reação à proximidade da eleição. O mesmo princípio se aplica à compra de moeda estrangeira: tentar identificar se o dólar está caro ou barato antes da votação pode transformar o câmbio em outro tipo de trade eleitoral.
Como exemplo, Bertan cita um investidor que tenha definido uma parcela de 15% do patrimônio em ativos dolarizados. Nesse caso, a estratégia indicada pelo Andbank é formar a posição gradualmente, em vez de concentrar a entrada em uma única cotação.
Para os investidores conservadores, a alternativa apontada está na renda fixa internacional de emissores com boa qualidade de crédito. Dependendo do papel escolhido, os retornos podem chegar à faixa de 5% a 6% ao ano.
Quem aceita mais risco pode considerar renda variável e setores com pouca representação na bolsa brasileira, como tecnologia, defesa, energia nuclear e energia renovável. Ouro e outros metais preciosos aparecem como complemento defensivo da carteira em momentos de maior volatilidade.


