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Política

Desempenho de Flávio no primeiro turno pode mexer com estatais

Um resultado acima das expectativas pode alterar as apostas dos investidores sobre o segundo turno e impulsionar ações como Petrobras e Banco do Brasil.

Desempenho de Flávio no primeiro turno pode mexer com estatais
Foto: Divulgação/Charles Vieira

O desempenho de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro turno de 2026 pode influenciar as ações de estatais como Petrobras e Banco do Brasil. Caso o candidato tenha desempenho superior ao projetado pelas pesquisas, reduza de forma significativa a diferença para Lula ou avance ao segundo turno com maior competitividade, esses ativos podem reagir positivamente no pregão seguinte.

A possibilidade está ligada ao chamado trade eleitoral, movimento em que investidores ajustam suas posições conforme os resultados das urnas alteram as perspectivas para a política econômica e para a atuação do governo nas empresas. A votação do primeiro turno, marcada para 4 de outubro, não define o vencedor, mas pode modificar a avaliação sobre os cenários possíveis para o próximo governo.

O que ocorreu em eleições anteriores

Em 2018, Jair Bolsonaro obteve 46,03% dos votos válidos no primeiro turno, enquanto Fernando Haddad alcançou 29,28%. No pregão seguinte, o Ibovespa subiu 4,57%, acompanhado por fortes valorizações em diversas estatais.

As ações do Banco do Brasil já vinham avançando antes da votação. Uma pesquisa Datafolha divulgada poucos dias antes, que mostrava Bolsonaro ampliando a vantagem, foi seguida por uma alta de 9,1% nos papéis da instituição. Depois do primeiro turno, BBAS3 ganhou mais 9,7% no pregão seguinte.

Em 2022, a reação do mercado ocorreu depois que candidatos de direita superaram o desempenho indicado por parte das pesquisas, inclusive na formação do Congresso. Na ocasião, Petrobras PN chegou a subir 7,85%, enquanto o Banco do Brasil abriu o pregão com valorização de 8,33%.

O movimento de 2026 também começou antes das urnas. Em 10 de setembro, o Ibovespa passou de uma queda de 0,55% para uma alta de 1,42% após uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg indicar uma disputa mais equilibrada. Na simulação de segundo turno apresentada pelo levantamento, Flávio Bolsonaro aparecia numericamente à frente de Lula, dentro da margem de erro. Analistas atribuíram parte relevante da reação ao trade eleitoral.

Limites para a reação das ações

Para que ocorra uma nova alta expressiva, o resultado precisa surpreender ou mudar expectativas que já estejam refletidas nos preços. Se Flávio apenas confirmar o que pesquisas e investidores já projetam, parte desse cenário pode estar incorporada às cotações.

As estatais também respondem a fatores que vão além da política. No caso da Petrobras, entram nessa avaliação o petróleo, o câmbio, a produção, os investimentos e a política de dividendos. Analistas apontam que o petróleo em patamares elevados sustenta a geração de caixa da companhia, mas a proximidade das máximas históricas pode reduzir a intensidade de uma eventual reprecificação eleitoral.

Assim, o efeito sobre as ações dependerá da surpresa produzida pelo resultado, da interpretação sobre o segundo turno, da composição do Congresso e dos sinais posteriores sobre política econômica, governança e atuação do governo nas empresas. O conteúdo é exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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