A trajetória projetada pelo Banco Central para a inflação ficou mais alta de modo geral em relação ao Relatório de Política Monetária anterior, embora a estimativa para o horizonte relevante da política monetária tenha permanecido estável. A avaliação foi apresentada no relatório divulgado nesta quinta-feira, 24.
Para o primeiro trimestre de 2028, definido pelo BC como o horizonte relevante, a projeção para o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 3,2%. A autarquia atribuiu as pressões de alta principalmente à estimativa de um hiato do produto maior e ao aumento das expectativas de inflação.
No curto prazo, também pesam o clima e o preço mais elevado do petróleo. Em sentido contrário, o BC considera a influência das surpresas na realização do IPCA entre junho e agosto e uma devolução mais intensa da alta recente do petróleo.
Trajetória até 2029
No cenário de referência, o IPCA acumulado em 12 meses deve alcançar 4,4% no terceiro trimestre de 2026 e terminar esse ano em 5,2%. A projeção para o primeiro trimestre de 2027 é de 4,9%. O índice deve chegar a 4,5% no segundo trimestre, permanecer em 4,5% no terceiro e encerrar o ano em 3,9%.
Depois, a estimativa passa para 3,2% no primeiro trimestre de 2028, 3,1% no segundo, 3,1% no terceiro e 3,1% no fim do ano. Para o primeiro trimestre de 2029, último período disponível na série, a previsão também é de 3,1%. O resultado permanece acima do centro da meta, de 3%.
A atualização foi feita no Relatório de Política Monetária, enquanto as projeções para os anos fechados de 2026 e 2027 e para o primeiro trimestre de 2028 já tinham sido divulgadas no comunicado da reunião de setembro do Comitê de Política Monetária, publicado no último dia 16.
Preços livres e administrados
Na divisão por categorias, os preços livres acumulados em 12 meses devem subir 5,2% no fim de 2026, 4,1% no fim de 2027 e 3,0% no fim de 2028. Para os preços administrados, as projeções são de 5,3%, 3,5% e 3,4%, respectivamente.



