MILWAUKEE — Brasil e China ficaram fora da declaração do G20 contra a superprodução industrial, divulgada pelo governo dos Estados Unidos na quarta-feira (7). Indonésia, Rússia e Arábia Saudita também não assinaram o documento, embora sejam integrantes do grupo.
A União Europeia apoiou o apelo, cuja crítica costuma ser dirigida à China. A avaliação apresentada é que o excesso de produção pode reduzir custos de maneira injusta e favorecer o trabalho forçado.
Argentina, Austrália, Canadá, França, Alemanha, Índia e Japão estão entre os países que aderiram à declaração. A Polônia, convidada a participar das discussões do G20 neste ano, também apoiou a iniciativa.
Os signatários se comprometeram a examinar suas capacidades produtivas e seus estoques em setores como automóveis, veículos elétricos, baterias, chips e painéis solares. O objetivo declarado é tratar coletivamente das condições desses segmentos.
Discussões comerciais
Os ministros de Comércio do G20 se reuniram na semana passada em Milwaukee, nos Estados Unidos. Depois do encontro, o escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos informou que funcionários das economias favoráveis à proposta começaram a trabalhar sobre o tema à margem do Comitê de Comércio da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).



