A BTG Pay chega ao mercado com a proposta de concentrar pagamentos, recebimentos, conciliação e financiamento em uma mesma plataforma voltada a empresas. O portfólio inclui cartão de crédito B2B, maquininha, link de pagamento e uma solução de split payment, além de outros serviços financeiros.
O lançamento foi divulgado na sexta-feira, 11 de setembro, quase um ano depois de o BTG Pactual comunicar sua entrada no mercado de adquirência. A operação ficará sob responsabilidade do BTG Pactual Empresas, área comandada por Rogério Stallone, sócio de crédito corporativo. Durante esse intervalo, o banco desenvolveu gradualmente a oferta e estruturou os produtos que agora passam a ser apresentados em conjunto.
Um arranjo próprio para transações B2B
A estratégia da instituição é levar para as operações entre empresas parte da agilidade associada aos pagamentos no varejo. O banco afirma que não pretende atuar apenas como mais um participante da adquirência: “Nossa ideia não é ser mais um”, disse Stallone.
O cartão da plataforma terá a bandeira BTG Pay e será aceito na maquininha do próprio banco, em um arranjo fechado. A solução permitirá que compradores e vendedores definam prazos e condições, com pagamentos à vista ou parcelados. Os parâmetros e os limites poderão variar conforme o perfil de cada cliente.
A plataforma também terá recursos integrados e automatizados para conciliação, pagamentos e recebimentos em lote. Gabriel Motomura, co-head do BTG Pactual Empresas, resumiu o objetivo em quatro frentes: “Queremos resolver essas quatro grandes dores: receber, pagar, conciliar e se financiar numa única experiência”.
A proposta busca oferecer uma alternativa às formas mais usadas nas transações entre empresas, como boletos, duplicatas e TEDs, com mais flexibilidade nas condições de pagamento do que o Pix, segundo a descrição do banco.
Mercado estimado em R$ 50,5 trilhões
A estimativa apresentada por Motomura considera um mercado potencial de aproximadamente R$ 50,5 trilhões. Desse total, R$ 4,5 trilhões correspondem às transações de adquirência; R$ 11 trilhões, aos pagamentos entre empresas por boleto; e R$ 35 trilhões, às operações B2B feitas por TED ou Pix.
O projeto começou a ser estruturado em julho de 2025, quando o BTG Pactual comprou a fintech Justa. Três meses depois, o banco anunciou a entrada no segmento, inicialmente em uma fase de soft launch. Os executivos não informaram quantas empresas já aderiram às soluções.
Embora a oferta seja organizada pelo BTG Pactual Empresas, divisão concentrada em pequenas e médias empresas, os executivos afirmam que o pacote poderá ser usado por companhias de todos os portes. Stallone associa o uso da maquininha principalmente aos setores de varejo e serviços. No cartão, ele identifica maior potencial em indústrias, grandes empresas e no agronegócio.
Criado em 2019, o BTG Pactual Empresas atende companhias com faturamento de até R$ 300 milhões e possui clientes em mais de 95% das cidades brasileiras. A carteira de crédito da divisão, que era de R$ 2,2 bilhões no fim de 2019, chegou a R$ 32,1 bilhões em 2025.



