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Economia

CMN discutirá regras para FIDCs após denúncias sobre recursos ilegais

Dario Durigan afirmou que a Fazenda revisará, com a CVM, normas do mercado de fundos após decisão de Flávio Dino.

CMN discutirá regras para FIDCs após denúncias sobre recursos ilegais

O Conselho Monetário Nacional (CMN) discutirá nesta quinta-feira mudanças na regulação dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), informou o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A revisão ocorre após denúncias de que esses fundos teriam sido usados para ocultar a origem e o destino de recursos ilegais.

Durigan não detalhou as alterações previstas, mas afirmou que a medida “já vai ser uma resposta” ao problema. A declaração foi dada no mesmo dia de uma nova fase da Operação Crédito Oculto, conduzida pela Receita Federal e pelo Gaeco.

Como funcionam os FIDCs

Esses fundos compram de empresas e bancos direitos de crédito, como duplicatas, parcelas de financiamentos e recebíveis de cartão. Os cotistas recebem retorno à medida que essas cobranças são pagas. Para as empresas, a operação permite antecipar receitas.

De acordo com a Receita Federal, um FIDC comprou R$ 370 milhões em direitos creditórios de uma usina controlada de forma oculta pelo grupo investigado. A mesma investigação apontou que uma empresa financeira movimentou R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025.

A Fazenda também coordenará, junto com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), uma revisão das regras do mercado de fundos. A tarefa foi determinada por Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão do último fim de semana. A União recebeu 90 dias para reavaliar as normas da CVM.

Na decisão, Dino mencionou possíveis falhas relacionadas ao caso Master e classificou como “permissividade sistêmica” uma norma de 2022 que flexibilizou a compra de cotas de outros fundos por fundos estruturados.

O CMN é presidido pelo ministro da Fazenda e também reúne o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. A reunião desta quinta-feira tratará de um aspecto específico da regulação dos FIDCs, segundo Durigan.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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