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Economia

Setor de consumo sustenta recuperação do Ibovespa antes da eleição

Índice avançou 0,46% e encerrou a sessão perto da máxima, com ações de consumo e imobiliárias em alta após dados do mercado de trabalho.

Setor de consumo sustenta recuperação do Ibovespa antes da eleição

O avanço das ações ligadas ao consumo e ao mercado imobiliário ajudou o Ibovespa a reverter as perdas do início do dia. O índice terminou a sessão com alta de 0,46%, aos 183.827,59 pontos, próximo da máxima de 183.951,05 pontos registrada pouco antes do fechamento. O movimento interrompeu uma sequência de quatro quedas, apesar do desempenho negativo das bolsas norte-americanas.

O Índice de Consumo da B3 (ICON) subiu 0,95%, enquanto o Índice Imobiliário (IMOB) avançou 1,55%. A Vale limitou a valorização do principal índice da B3, com queda acima de 2%. O giro financeiro somou R$ 20 bilhões.

Mercado de trabalho influencia ações cíclicas

O setor de consumo ganhou força depois que o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou a criação de 165.827 postos de trabalho em agosto, acima do projetado. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) também apontou uma economia aquecida, com a população ocupada no maior nível da série histórica e uma taxa de desempenho em linha com as estimativas.

Para a política monetária, uma atividade mais forte pode exigir juros mais altos para o controle da inflação. Já as empresas cíclicas, afetadas pelo custo elevado do dinheiro, podem encontrar alívio nos resultados com a melhora da atividade e do emprego.

O analista de investimentos da Daycoval Corretora Gabriel Mollo afirmou que a divulgação do Caged, acima do esperado, melhorou o ambiente para as empresas de consumo. “Já as empresas exportadoras de commodities estão negociando em baixa, com destaque para a siderurgia”, disse.

Eleição orienta posicionamento dos investidores

As eleições continuam entre os principais pontos de atenção do mercado, especialmente diante da expectativa pelas últimas pesquisas eleitorais, que serão divulgadas nos próximos dias. A possibilidade de avanço da chapa à direita, associada pelos investidores a uma eventual maior austeridade fiscal, tem influenciado o reposicionamento das carteiras.

Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos, disse que os investidores observam simultaneamente os efeitos do Caged sobre os juros e o desempenho das empresas dependentes do emprego. Na avaliação dele, o chamado “trade” eleitoral, com a possibilidade de troca de governo, também está no centro das decisões.

Com o resultado, o Ibovespa chega ao penúltimo pregão de setembro acumulando alta de 3,61% no mês e de 14,1% no ano.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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