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Economia

Movimentos defendem controle público da água e da energia no Brasil

Documento propõe reestatização de empresas estratégicas, tarifas mais acessíveis e medidas contra a financeirização e o racismo ambiental.

A Plataforma Operária e Camponesa da Água e Energia lançou o documento “Política energética nacional: Brasil para os brasileiros”, com propostas voltadas à soberania energética, ao controle público do setor e à redução das tarifas de água, luz, gás e combustíveis.

Entre as medidas apresentadas estão a reestatização de empresas consideradas estratégicas, o combate à financeirização e ações de enfrentamento à crise climática e ao racismo ambiental. O documento é defendido por movimentos populares e organizações de trabalhadores.

Privatização e controle de preços

Gilberto Cervinski, integrante do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), afirmou que o debate eleitoral atual inclui um movimento que, em sua avaliação, pretende transferir empresas e recursos estratégicos para o setor privado. Para ele, a água e a energia devem permanecer sob controle público por serem riquezas nacionais.

“Acreditamos que a questão da água e da energia tem como centralidade a luta para garantir a soberania nacional”, disse Cervinski. Ele também defendeu que esses recursos não sejam entregues a empresas estadunidenses.

Na avaliação do integrante do MAB, a privatização pode elevar os preços e piorar a qualidade dos serviços. Ele citou a BR Distribuidora, responsável pelo controle do preço da gasolina antes de ser privatizada, como exemplo da perda de instrumentos estatais de regulação. Segundo Cervinski, o controle público também seria necessário nos setores de energia elétrica e saneamento.

O integrante do movimento mencionou ainda uma empresa do Rio Grande do Sul que, após a privatização, teria aumentado os preços da água e piorado a qualidade do serviço. Como referência de gestão estatal em áreas estratégicas, citou a China.

Cervinski defendeu a presença do Estado na condução das políticas públicas e afirmou que a busca pelo lucro pode precarizar os processos relacionados aos serviços essenciais.

Durante o horário eleitoral, até 1º de outubro, o programa É de Manhã é transmitido de segunda a sexta-feira, das 7h25 às 8h25, pela Rádio Brasil de Fato, em 98.9 FM, na Grande São Paulo, com transmissão simultânea pelo YouTube.

Texto produzido pela Redação Diário de Contexto com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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